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» » » » Joaquim Barbosa destruiu o José Genoíno e premiou o Roberto Jefferson

O próprio Joaquim Barbosa contou à repórter Mônica Bergamo. Encontrou-se, por acaso, com Frei Betto, durante uma palestra numa universidade americana, em 2003. Trocaram cartões. Pouco tempo depois foi chamado para uma sabatina com o ministro Márcio Thomaz Bastos. Passou. Pronto. Lula, que nem o conhecia, o nomeou primeiro ministro negro do STF, confiando nos critérios e no bom senso de Frei Betto e no maior advogado do Brasil.
Dois anos depois, Barbosa comandou o processo apelidado Mensalão, que condenou três figuras exponenciais do partido que o levou à meca do Judiciário: José Dirceu, José Genoíno e João Paulo Cunha.
As provas condenatórias eram ridículas. Contra Dirceu, Barbosa alegou "domínio do fato", aquele conceito alemão segundo o qual se o cara é o chefe ele é o culpado de tudo. Genoíno, preso por ter assinado um documento sem ler, foi preso e mais tarde absolvido, depois de ser exposto à humilhação e execração públicas. João Paulo foi condenado por uma suposta propina de 50 mil reais.
As brilhantes carreiras políticos dos três foram brutalmente interrompidas. Genoíno está em exílio voluntário em seu país. De João Paulo não se ouve falar. Dirceu vive sob a espada de Dâmocles de uma nova ordem de prisão.
O principal delator do Mensalão, deputado Roberto Jefferson, que assumiu ter recebido ilegalmente ao menos 4 milhões de reais, corrupto confesso, portanto, passou uma breve temporada na cadeia, saiu e continua na política e no comando do PTB, dando as cartas no governo Temer, fazendo sabe-se lá o que nos bastidores dos ministérios.
Com essas credenciais, as de um juiz que destruiu inocentes, mas deixou livre para agir o verdadeiro corrupto, Barbosa pretende pedir votos à plateia aturdida, na esperança de que tenha esquecido o que ele fez na década passada.
Barbosa premiou Jefferson quando nem vigorava a lei da delação premiada. (Por Alex Solnik, no 247)

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