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» » » » A censura contra o jornalista Chico Pinheiro mostra a preferência da Globo pela ditadura e pelo fascismo

Agora que a Globo alcançou seu grande objetivo político que era mandar Lula para a prisão e assim impedir a sua terceira vitória na eleição presidencial, a grande preocupação é mantê-lo preso de preferência perpetuamente.
É o que explica o ataque de seu diretor de Jornalismo Ali Kamel aos comentários em áudio do apresentador Chico Pinheiro que questionaram a legalidade das acusações a Lula e até a cobertura visivelmente parcial da emissora nesse episódio.
Kamel advertiu claramente que vozes dissidentes não serão toleradas nesse momento em que se quer convencer os brasileiros de que Lula foi preso por ser o maior ladrão da história do mundo e não para impedir sua candidatura presidencial tão temida pela Globo.
A Globo precisa e quer destruir Lula. E aí vem a primeira pergunta incômoda: uma rede de TV pode fazer política? Uma rede de TV pode fazer campanha para destruir presidentes? A lei das telecomunicações permite?
A Globo quer destruir Lula – para início de conversa - porque ele é o político mais popular do país e ninguém pode ser mais popular que a Globo, muito menos algum político.
Se for barbudo, petista e tiver nove dedos, nem se fala.
A Globo precisa ter o monopólio da popularidade para impingir suas condições leoninas aos patrocinadores e pressionar diariamente, 24 horas por dia, vereadores, prefeitos, deputados, ministros, a Polícia Federal, o MPF e o STF, a Câmara dos Deputados e a presidência da República, usando como fachada as suas novelas e shows para entreter a massa ignara, como também as premiações de fim de ano àqueles que vão merecer a sua proteção, desde que não a confrontem, para entreter a elite inculta e bárbara.
A Globo cresceu e enriqueceu seus donos, a família Marinho, durante a ditadura militar. Foram 20 anos de prosperidade. Em 33 anos de democracia não foi a mesma coisa.
A explicação é simples: os ditadores precisavam mais da Globo que a Globo deles. E pagavam o que fosse preciso pelos serviços prestados. Precisavam dela para anestesiar a população por meio de lavagem cerebral até torná-la apática e convencida de que as ditaduras são benfazejas.
Como um regime de força não consegue se manter por muito tempo sem uma forte máquina de propaganda, esse serviço fica muito mais caro do que numa democracia, que não precisa da Globo para sobreviver.
A Globo prefere a ditadura por ser um ambiente mais propício a negócios (escusos), ambiente no qual pode impor as suas próprias regras que podem ser contestadas no regime democrático.
A Globo prefere a ditadura porque na democracia seu monopólio pode um dia ser contestado e para desligar o sinal, como já vimos no passado, é pa-pum.
A Globo prefere a ditadura porque na democracia algum dia irão questionar se é normal uma emissora comandar uma rede de centenas de outras emissoras de TV, rádio, jornais e revistas.
Irão questionar se é democrático uma emissora tornar-se a dona da seleção brasileira de futebol e do maior carnaval do mundo e das maiores verbas publicitárias.
Na ditadura, o governo precisa mais da Globo que a Globo do governo. Na democracia, a Globo precisa mais do governo que o governo da Globo.
E quem gosta e precisa de uma ditadura precisa manter a sua ditadura interna.
Precisa manter a sua censura interna, como Kamel advertiu.
Durante a incansável campanha para derrubar Dilma algumas pessoas imaginavam que a Globo queria fazer isso porque estava com Temer. Será? A Globo não está com ninguém. Está com o lado de onde puder lucrar mais.
A partir de maio do ano passado, a Globo claramente colocou todas as suas tropas na linha de frente com o propósito de atacar Temer. E Temer foi atacado de todas as formas possíveis e continua sendo.
Ah, foi porque ele não fez a reforma da Previdência e Maia em seu lugar poderia fazer? Foi retaliação do Projac?
Pode ser. Acabar com as aposentadorias dos brasileiros estava e continua na agenda da Globo. Mas também pode ser uma forma de pressionar o governo para se livrar de multas ou obter determinados benefícios.
Para que derrubar um governo fraco se um governo fraco é mais vulnerável a pressões?
A outra hipótese para a blitzkrieg contra Temer pode ser a criação de um clima favorável a se tornar necessária uma intervenção militar para estabelecer a ordem.
Com Lula o caso é diferente. A Globo quer destruir Lula por saber que no próximo governo ele não será tão condescendente com ela como foi no passado e não vai fechar os olhos à sua atuação no campo político, vedada segundo as regras das telecomunicações, dentre outros fatos desabonadores já revelados timidamente no escândalo da Fifa em que caíram Marin, J. Hawilla, Ricardo Teixeira e outros figurões, todos com laços estreitos com a Globo.
A Globo quer destruir Lula antes de ser destruída por ele.
Dentro da lei, que a Globo não cumpre. (Por Alex Solnik , no 247)

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