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» » » » A grande reação no carnaval leva incerteza de impunidade à Globo

A reação popular à cobertura de carnaval da Globo é uma notícia importante para o ano politico de 2018.
Sabemos qual será o lamentável espetáculo que nos aguarda após a Quarta-Feira de Cinzas.
A caçada a Lula será intensificada, seja em novas condenações, pressões mais duras para que seja preso e impedido de registrar a candidatura. Tudo na linha de ataque sistemático, como a planejada por Carlos Lacerda contra Juscelino, em 1955:  impedir o registro; depois a campanha; depois a vitória; por fim a posse.
Tudo com apoio da Globo, onde Mirian Leitão avisa que a Lava Jato deve intensificar-se nos próximos dias. Sabemos o que ela quer dizer com isso, certo?
 Ao transformar a cobertura do carnaval numa luta política, milhões de brasileiros e brasileiras deixaram claro que não pretendem assistir a tudo de cabeça baixa, sem reagir nem combater por eleições que não sejam uma fraude.
Nessa conjuntura, o Carnaval foi um rito de passagem para um ano menos estável e menos previsível para aqueles que conspiram contra os direitos do povo.
A Globo perdeu a certeza da impunidade.  
Sabe aquela conversa do cala a boca já morreu? O povo mostrou o que é isso – na prática, não na boca da presidente do STF Carmen Lúcia, sempre cercada de personalidades globais.  
É certo que, como cidadãos, precisamos reconhecer um fato determinante de nossa realidade política.
Enquanto o país não tiver força para fazer cumprir a previsão constitucional que proíbe o monopólio dos meios de comunicação e desmanchar Rede Globo, iremos conviver com uma ditadura midiática com poucos similares no planeta.
Mas a virada na linha de cobertura do Carnaval mostrou que o país vive outra realidade política e a Globo terá de se adaptar a ela.
Não deixará de ser arrogante na postura, nem reacionária em seu projeto político.
Seguirá autoritária em sua relação com o conjunto da sociedade, reforçando essa tendência na medida em que assume a perspectiva de Estado Mínimo, projeto de sociedade incompatível com um regime de liberdades democráticas.  
Também tentará nos manipular sempre que possível, embelezando propostas que só beneficiam 1% da população como se fossem caminhos que beneficiam toda sociedade.
Só não pode agir como se ignorasse que o Brasil é um país diverso, com interesses e opiniões contraditórias.
Perdeu o direito de fingir que uma fatia imensa da população – que detesta a Globo, em fatias ou na versão integral -- não tem importância econômica, social e política, e pode ser marginalizada, desprezada, como aqueles brasileiros sem emprego, sem programas sociais, sem bem-estar, que voltaram as ruas depois do golpe que ela apoiou, festejou e defende 24 horas por dia.    
Esta foi a mensagem produzida por cada um dos homens e mulheres que fez questão de demonstrar a indignação em função da cobertura vergonhosa dos primeiros dias do desfile das Escolas de Samba do Rio de Janeiro.  
Milhões não baixaram a cabeça diante de um espetáculo que era uma fraude e um insulto.
Em poucas horas submeteram um dos maiores monopólios de TV do mundo a um inferno de críticas, ataques, palavrões, análises sociológicas, xingamentos, o que você quiser. 
O carnaval de 2018 não será lembrado como uma festa de samba, suor e cerveja, mas por um combate político nobre, o mais importante numa sociedade que não abre mão de viver numa democracia.
Foi uma luta pelo direito à verdade -- e sabemos quem venceu.  (Do 247)

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