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» » » » Saiba quanto você vai gastar com seu filhou ou sua filha até a vida adulta dele ou dela

Segundo pesquisa do Instituto Nacional de Vendas e Trade Marketing (Invent), para criar um filho até os 23 anos, os pais de famílias abastadas podem gastar  até R$ 2 milhões, com despesas que passam pela educação, lazer, saúde e vestuário.
Somente os gastos com educação equivalem a 34% desse total, com custo médio de R$ 703,64 mil. Considerando a mensalidade média, em todos os níveis de Ensino, em cerca de R$ 4.000, a “conta-de-padeiro” seria 15 anos X 12 meses X R$ 4.000 = R$ 720.000.
O estudo realizado estima que, para ver um filho formado, a Classe A pode gastar cerca de R$ 1,2 milhões, em 23 anos de dependência dos pais, o que daria uma média anual de R$ 52 mil. Já a Classe B, os gastos para a formação dos filhos pode consumir R$ 617,9 mil, média de R$ 27 mil anuais, na Classe C, os gastos chegam a R$ 300 mil, sem as despesas com a pré-escola.
Caso não tenha uma boa administração financeira ao longo de toda a formação escolar, os gastos podem ser ainda maiores, conforme calculou a pesquisa da Invent, ou seja, na Classe A pode chegar a R$ 2 milhões, Classe B, R$ 948 mil, e Classe C, R$ 407 mil. Por exemplo, os desembolsos com lazer como clubes, festas de aniversário e baladas podem chegar a R$ 423 mil em 23 anos, entre as famílias de classe A. As classes B e C gastariam menos, algo em torno de R$ 94,8 mil e R$ 38,8 mil, respectivamente.
planejamento financeiro da gravidez inclui os custos com plano de saúde da criança, gastos com babá, e outros. O que os pais pensam, geralmente, em fazer é apenas trabalhar mais para poder suprir as necessidades do filho, além de diminuir os custos com coisas supérfluas. A justificativa para a falta de organização das Finanças Pessoais é a ansiedade emocional, mas, na verdade, é a ausência do planejamento racional propiciado pela Educação Financeira.
É comum pretender controlar gastos e economizar com lazer, brinquedos e roupas. No entanto, outros custos devem continuar pesando, onerando ainda mais o orçamento familiar. O que mais preocupa são as despesas com farmácia, medicamentos e médicos, dos quais não há como abrir mão. Também se pensa nos gastos com babá e educação. Quando o(a) filho(a) vai para a escola é um custo alto no caso de escola privada. No passado, a classe média usava escola pública.
Além das despesas do dia a dia, há outros custos inerentes à gravidez, como os que envolvem o parto, que pode tanto ser feito pelo SUS, quanto pelo plano de saúde ou particular. É preciso saber o que seu Plano de Saúde cobre, para saber se terá custos adicionais. Alguns médicos, mesmo quando fazem pelo convênio, exigem pagamento complementar — e é importante considerar isso no planejamento ou mudar de médico.
As compras de enxoval ou decoração supérflua e brega, que despontam como primeira preocupação dos pais, são exageradas e acabam gerando gastos excessivos. Visto que o bebê cresce rápido nos primeiros meses e várias peças de enfeites e roupas não costumam nem ser utilizadas, é preciso evitar essas compras.
Outro ponto a ser considerado no planejamento é referente a quem cuidará do bebê, após a licença-maternidade, caso a mãe trabalhe. Se ficará em uma creche por meio período ou período integral, ou com uma babá. Decidido isso, o recomendado é pesquisar os valores desses serviços para inseri-los no planejamento dos gastos. 

Planejando a gravidez, os futuros pais podem começar a investir 20% de cada uma das duas rendas com cerca de dez meses de antecedência. Com o poder aquisitivo protegido contra a inflação, garantirá após o nascimento do bebê o valor equivalente a quatro meses da renda integral sem trabalhar. Isso pode tanto fazer as vezes em casos de mães que não têm direito a licença pelo INSS, como pode vir como reserva extra para aquelas que têm o benefício.

A chegada de uma criança reflete em uma mudança no padrão de vida e por isso é importante pensar em uma segunda fonte de renda, caso o orçamento já esteja muito comprometido. Nesse caso, é importante buscar uma renda extra ou outra forma de aumentar os ganhos.
Sobre a Previdência Privada a ser feita no primeiro ano de vida das crianças, utilizando-se do incentivo fiscal de 12% sobre a renda bruta, para quem faz DIRPF com modelo completo, o valor acumulado poderá ser investido nos estudos futuros.
As mães com trabalho autônomo devem ter mais cuidado ainda. O planejamento passa pela verificação do tempo de licença-maternidade, que no setor privado pode variar de 120 a 180 dias, enquanto no público é de 180 dias. Quando a pessoa é autônoma e paga seu INSS, o período é de 120 dias.
Caso a pessoa trabalhe por conta própria, mas não paga o INSS, o indicado é que planeje o tempo que ficará afastada sem receber e gastando para se manter.A dúvida agora, sob a ameaça da reforma previdenciária, é se essa pessoa deve começar a contribuir para o INSS, não apenas para ter o benefício durante a licença-maternidade, mas também para a aposentadoria.
Após verificado o tempo de afastamento e de benefício recebido, os especialistas consideram que é importante avaliar se existe diferença entre o salário atual e o salário-maternidade e de quanto será essa quantia. Com esses dados, a pessoa deve planejar o quanto ela deve ter de reserva para complementar o salário-maternidade, de forma que ela continue tendo o padrão de vida que deseja.
Os gastos com a escola geralmente representam entre 10% a 15% do orçamento da família. Os pais devem calcular a mensalidade mais 50% todo mês para transporte escolar, material escolar, uniforme, e outros extras como lanches. Todas as despesas fixas da casa, incluindo aí a Educação, não devem ultrapassar os 50% do rendimento líquido familiar.
O estudo da Invent aponta ainda que a renda familiar da Classe C é a mais afetada com as despesas com educação dos filhos, comprometendo 45% da renda, seguido pela Classe B, 39%, e Classe A, 34%.
Assim, quando se pensa em Educação dos filhos, no entanto, “o brasileiro médio” abre mão de quase metade de seu orçamento familiar para que ele tenha uma boa formação educacional. Para aqueles que procuram educar seus filhos em escolas privadas, houve um aumento dos custos em 9,24% em 2016, elevando ainda mais as despesas com educação.O estudo aponta ainda que a renda familiar da Classe C é a mais afetada com as despesas com educação dos filhos, comprometendo 45% da renda, seguido pela Classe B, 39% e Classe A 34%.
Entendeu porque muitos casais da geração contemporânea têm apenas um(a) único(a) filho(a)?
Além desses gastos com Educação, é um clichê financeiro aquele que diz que não se deve gastar mais que 30% da renda familiar com moradia, pois esse “número mágico” (percentual arbitrário sem base de argumentação sólida) é quanto os bancos estabelecem como limite para os financiamentos imobiliários. Se o limite fosse 40%, talvez o gasto médio familiar também seria de 40%. Por que toda família deveria seguir essa mesma regra se elas são tão distintas em termos de renda e riqueza, além dos diferentes custos de vida de acordo com cada local da moradia?
Para alugar um imóvel, o consumidor deve procurar uma faixa de valor que caiba no orçamento familiar. Mas o importante é que ele não deve só pensar no valor do aluguel em si. É preciso incluir também nessa conta o condomínio e as taxas, como o IPTU. O recomendado é que o total não seja superior a 30% da renda mensal da família. Esse é o limite imaginado, sem maiores justificativas, para que o inquilino possa pagar as despesas da locação nos 30 meses do contrato.
Hoje, o custo do aluguel residencial varia de 0,4% a 0,8% do valor do imóvel que oscila inversamente proporcional com a taxa de juros: se esta cai, aquele tende a se elevar, devido à maior demanda por compra; se os juros estão elevados, seus rendimentos podem cobrir o valor do aluguel, então, esta não é trocada por prestação com aquisição do imóvel. Esse percentual é compatível com a realidade do mercado. Antes, a locação era calculada sobre 1% do valor da propriedade.
Um argumento contra o padrão médio de consumo é que muitos brasileiros estão endividados. Por isso, se “o agente representativo” deles tentar organizar suas finanças de acordo com a composição-padrão de 30% para moradia, 15% para transporte, 15% para educação, 15% para alimentação e 15% para saúde, provavelmente, com 90% empenhado assim, terá como resultado também um padrão de falta de investimentos financeiros, falta de lazer e excesso de dívidas.
Na verdade, não há evidência de um padrão ótimo para todos os indivíduos e suas famílias. Por definição, a estrutura orçamentária familiar é afetada por localização (regiões, UF, urbana/rural, bairro, etc.), estratificação social(renda, riqueza acumulada, herança recebida, nível de ensino, ocupação ou profissão, etc.), fator demográfico (gênero da chefia da família, sua faixa etária, tamanho da família, etc.), de modo que é difícil a generalização com base em média. Mesmo assim, vale a pena conhecer tanto as estatísticas fornecidas por Pesquisas de Orçamento Familiar quanto algumas experiências de vida real para planejar a própria vida financeira.

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