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» » » » O governo golpista de Michel Temer faz propaganda enganosa da economia e os tolos acreditam



O investimento no OGU (orçamento público) está à míngua. Antes consideradas um motor para a economia, principalmente ao liderar projetos de infraestrutura, as empresas estatais sob controle da União investiram no primeiro semestre de 2017 o valor menor desde 2008.

Elas desembolsaram R$ 23,5 bilhões entre janeiro e junho de 2017, segundo dados fornecidos pelo Ministério do Planejamento. Para se ter uma ideia do encolhimento, trata-se de praticamente metade do que gastaram no mesmo período de 2013. Petrobras e Eletrobras puxaram o desempenho para baixo. Juntas, as duas gigantes federais respondem tradicionalmente por R$ 9 em cada R$ 10 dos investimentos das estatais.

Outras empresas — como Infraero, Companhias Docas, Telebrás e Correios — também perderam iniciativa com dirigentes do governo golpista neoliberal, esperando que O Mercado as substitua. Tudo somado, as 89 estatais não dependentes do Tesouro Nacional executaram até junho apenas 25,8% dos investimentos programados para todo o ano. Proporcionalmente, é a pior execução da última década.

Sem crescimento econômico não há demanda por crédito. A relação crédito/PIB declinou para 47,1% em agosto de 2017, comparativamente a 58,9% em dezembro de 2014, quando o PIB nominal era estimado pelo BCB em R$ 5.113 bilhões. Depois, o IBGE o reviu para R$ 5.779 bilhões.
Com a Grande Depressão a partir da volta da Velha Matriz Neoliberal “o cobertor encurtou”, i.é, houve queda em termos reais do PIB de -7,2% no biênio de 2014 a 2016: menos R$ 488 bilhões (quase ½ trilhão de reais) de poder aquisitivo real. Em dólares, comparando 2016 com 2011, quando a moeda nacional estava muito apreciada, antes da explosão da “bolha de commodities“, o valor adicionado  foi menor em US$ 815 bilhões no último ano (-31%), pois o PIB caiu de US$ 2,6 bilhões para US$ 1,8 bilhão.

Com essa Grande Depressão, provocada por economistas neoliberais, o Brasil despenca nos rankings internacionais, inclusive de PIB PPC. Confira abaixo que foi o único País que teve queda de tal dimensão, consequência do locaute golpista. Como o ano corrente sendo também perdido, pois a economia brasileira continua estagnada, é possível que seja ultrapassado pela Indonésia.

Indonésia é um país localizado entre o Sudeste Asiático e a Austrália, sendo o maior arquipélago do mundo. A localização entre dois continentes — Ásia e Oceania — faz da Indonésia uma nação transcontinental.

A história da Indonésia tem sido influenciada por poderes estrangeiros atraídos por seus vastos recursos naturais. Comerciantes árabes muçulmanos trouxeram o islamismo, agora a religião dominante no país. As potências europeias trouxeram o cristianismo e, além disso, lutaram entre si para monopolizar o comércio de especiarias durante a Era dos Descobrimentos. Depois de três séculos e meio de colonialismo holandês, a Indonésia conquistou sua independência após a Segunda Guerra Mundial. A história do país desde então tem sido turbulenta, com desafios colocados por catástrofes naturais, corrupção política, movimentos separatistas, processo de democratização e períodos de rápidas mudanças econômicas.

Com mais de 250 milhões de habitantes, é o quarto país mais populoso do mundo e o primeiro entre os países islâmicos. Através de suas 17 508 ilhas, o povo indonésio está distribuído por distintos grupos étnicos, linguísticos e religiosos. O lema nacional Bhinneka Tunggal Ika (“Unidade na Diversidade”) articula a diversidade que há na nação. A Indonésia é um país rico em questão de recursos naturais, contrastando com sua população, que é, em sua maioria, de baixa renda.
Apesar desse quadro de calamidade pública, Edna Simão e Fábio Pupo (Valor, 13/09/17) informam que continua a propaganda governamental enganosa, afirmando que o processo de desalavancagem financeira das empresas deve ser intensificado neste segundo semestre e, junto com a queda da taxa de juros, vai impulsionar os investimentos nos próximos meses.
Essa é a avaliação do secretário de Planejamento de Assuntos Econômicos, Marcos Ferrari, que vê nesse e em outros indicadores motivos para crer que o país está definitivamente saindo do período de recessão. Ora, quem vai investir com a extraordinária capacidade produtiva ociosa?!
A taxa de investimento chegou a 15,5% do PIB no segundo trimestre, o pior para o período desde, pelo menos, o ano 2000. Mas, na visão do governo temoroso, “o consumo em alta vai puxar a melhoria da atividade em outros indicadores”. [?!]
“Conforme as pessoas ganham renda [como?!], isso aquece a economia e faz com que empresas contratem mais”, diz o ilusionista. Com a queda da taxa de inflação, depois de safras boas que abaixaram a inflação de alimentos e a overdose que provocou a Grande Depressão (-7%), o poder aquisitivo real deixa de ser corroído no mesmo ritmo, mas não se tem aumento de renda!
Para o governo temeroso da oposição democrática, os recordes na bolsa e o avanço do real frente ao dólar são sinais de que O Mercado também voltou a enxergar fundamentos sólidos no Brasil. [?!]
O falso discurso otimista é feito depois da surpresa com a “aceleração” [?!] da atividade no segundo trimestre. Ferrari afirma que, até conhecer os dados de maio de 2017, a equipe econômica esperava um PIB negativo. No fim das contas, o país cresceu só 0,2% na comparação contra o primeiro trimestre, na série com ajuste sazonal. E ainda comemoram?!
“Os dados do segundo trimestre mostram que saímos da rota de recessão”, disse sem pudor do +0,2%. Um dos destaques foi o consumo das famílias, que voltou a crescer após nove trimestres – com expansão de 1,4% contra o trimestre imediatamente anterior. Para o governo, o desempenho foi impulsionado por medidas como aquela que permitiu o saque de R$ 44 bilhões de contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
Agora, com o crescimento gradual da economia, a avaliação é de que a recuperação da receita começará a aparecer, embora em ritmo mais lento do que havia no passado. Isso acontece porque, assim como a Receita Federal vem reforçando, o recolhimento de tributos no país está concentrado na indústria, que vem sofrendo com a recessão econômica.
O setor de serviços, no entanto, tem apresentado melhora, mas o peso na receita é menor. Ferrari citou que a mudança de comportamento do brasileiro, utilizando mais serviços digitais como o aplicativo de transporte Uber e plataformas de filmes e séries por streaming como o Netflix, acaba impactando na arrecadação. [?!] Para ele, é preciso fazer uma análise melhor sobre o assunto para, se for o caso, fazer ajustes do ponto de vista regulatório assim como arrecadatório.
“Talvez a receita responda de forma diferente hoje”, frisou Ferrari, acrescentando que isso é algo que exige um estudo detalhado para avaliação dos impactos. Segundo ele, nos anos de 2010 e 2011, o crescimento do PIB tinha um impacto quase que imediato na arrecadação. Agora, tende a responder de forma mais lenta devido ao surgimento de novos produtos e mudança de hábito dos brasileiros. Que besteira! A arrecadação caiu devido à Grande Depressão provocada pela overdose de juros disparatados, inclusive houve menor arrecadação nominal pelo menor ritmo da inflação.
Ferrari lembrou que a crise atual no país se assemelha com a americana ocorrida em 2008, em que a economia caiu durante muito tempo e a recuperação também exigiu um tempo maior. “A economia brasileira segue robusta. Temos fundamentos sólidos. Temos queda da inflação, que é positivo, e abre espaço para afrouxamento da política monetária”, frisou o secretário, ressaltando ainda o setor externo pujante e a manutenção do patamar de investimentos estrangeiros no país. [Sim, estão vendendo o País barato!]
Ele ressaltou ainda que o resultado fiscal do governo está ancorado, o que pode ser confirmado pela expectativa de risco- país. Pelas estimativas da área econômica, o país só voltará a registrar superávit primário em 2021. “A situação fiscal está controlada mesmo com a revisão da meta”, frisou. Que cara-de-pau!
O secretário disse, no entanto, que o país precisa focar na aprovação de reformas como da Previdência Social e a do Funcionalismo Público Federal. “A sociedade está começando a perceber o problema fiscal que temos”, afirmou, referindo-se a reforma da Previdência Social. “Estou otimista em relação à reforma.” [?!]
Um dos mitos que a mídia chapa-branca acalentou em defesa dos golpistas tecnocratas é sua pressuposta “competência e eficiência”. Na verdade, vai ficando mais claro a cada dia para a opinião pública, o que se reflete nas pesquisas de opinião sobre o governo temeroso, é sua incompetência e ineficiência! Adotaram uma política econômica totalmente contraditória e inadequada: desejaram fazer ajuste fiscal durante uma Grande Depressão!
Seriam reprovados em Introdução à Economia. Ignoram o be-a-bá da Macroeconomia keynesiana…

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