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» » » » O fator militar no cenário desastrado em que o Brasil se encontra

Por Luis Nassif

Peça 1 – sobre os cenários improváveis

Até a posse de Dilma Rousseff, já havia ocorrido os seguintes fenômenos, que passaram despercebidos dos partidos políticos e dos analistas em geral:
1      A montagem da bancada de Eduardo Cunha e Michel Temer, com recursos obtidos dos cargos públicos que receberam do PT.
2      As ligações entre a Lava Jato, a Procuradoria Geral da República (PGR) e o Departamento de Estado norte-americano.
3      A parceria Mídia-Ministério Público Federal (MPF), criada com a AP 470, do “mensalão”.
4      A parceria mercado-PMDB, em torno da “Ponte para o Futuro”.
5      A entrada de novos militantes de direita nas redes sociais.
Consumado o impeachment, em pouco tempo ocorreram fatos impensáveis, até então:
1.     Um golpe jurídico-midiático-parlamentar.
2.     A tomada do Legislativo e do Executivo pela pior organização política da história.
3.     Em pouquíssimo tempo, a liquidação da engenharia nacional, junto com cadeia do petróleo e gás e os estaleiros implantados no período pela ação da Lava Jato.
4.     A destruição das principais multinacionais do país e a criminalização da diplomacia externa.
5.     O desmonte do Estado.
6.     A tentativa de privatização selvagem.
7.     Aumento da repressão em todos os níveis, de mortes de lideranças sociais à caçada aos dissidentes, fossem delegados da PF, jornalistas ou militantes.
8.     Avanço da intolerância religiosa e moral em todos os níveis, com partidarização inédita da Justiça e do MPF.
Entrou-se em um novo normal, no qual não é possível mais estimar o fundo do poço. Desde que se implodiu o edifício democrático, com o impeachment, instaurou-se o imprevisível, com um amplo leque de possibilidades.
Em alguns momentos, é possível vislumbrar algum refluxo da intolerância. No momento seguinte, aparecem novas nuvens toldando o horizonte. Mas as razões estruturais permanecem apontando para desfechos pouco otimistas. `

Peça 2 – o fator militar

As declarações do general do Exército Antônio Hamilton Martins Mourão, mencionando possibilidade de uma intervenção militar, definiu uma nova etapa, um novo normal em cima do anterior.
Depois das intervenções das Forças Armadas em várias capitais do Nordeste, em Vitória e no Rio de Janeiro, devido à perda de controle dos respectivos governos sobre a segurança interna, se poderia considerar a afirmação apenas uma constatação óbvia.
Disse o general: “Então no presente momento, o que que nós vislumbramos, os Poderes terão que buscar a solução. Se não conseguirem, né?, chegará a hora que nós teremos que impor uma solução. E essa imposição ela não será fácil, ele trará problemas”.
Partindo de um oficial da ativa, ganha outro significado. E os desdobramentos do episódio mostram o novo cenário.
Houve grita da mídia, por uma resposta do governo ao militar. O Ministro da Defesa Raul Jungman chegou a anunciar que cobraria providências. Ontem à noite, no programa de Pedro Bial, o chefe do Estado Maior das Forças Armadas, general Villas Boas, declarou em alto e bom som que não haveria punição, que o general falou em ambiente fechado, provocado pelas perguntas etc.
Ali, encerrou-se a fase de subordinação das Forças Armadas ao poder civil.

Obedeceu a uma lógica óbvia: como vai punir um companheiro de fardas, que expressou o sentimento do Alto Comando, se o próprio presidente da República é reconhecidamente corrupto e o Congresso Nacional está dominado por um grupo de parlamentares denunciados? Continue lendo no GGN

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