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» » » » » Michel Temer é submisso na China e humilhado no Brasil

Por Sergio da Motta e Albuquerque, no GGN

Mesmo sendo o nosso presidente um dirigente ilegítimo, é triste ver o supremo mandatário deste país ser chamado na imprensa de “ladrão”, em público. Boa parte da imprensa (2/9) brasileira publicou a a acusação do empresário Joesley Batista. A culpa é do Planalto, que intitulou o denunciador “grampeador-mor da República”. Trataram do assunto com casualidade e acabaram com uma ofensa direta ao impopular presidente. O problema não são os muitos deméritos de Temer, mas a ofensa ao cargo de presidente do nosso país.

​Mas o pior foi ver Temer, em sua viagem na semana passada ao país oriental, aceitar dos chineses o mesmo discurso e postura inflexível que sempre tiveram como Brasil. Dizem os chineses que nossas economias são “complementares”: Eles querem nossas matérias-primas, “porque têm infra-estrutura” e capacidade de produção vigorosa. A China ignora a capacidade industrial brasileira. Astutos, os tecnocratas, economistas e outros técnicos do partido que planejam a economia “de mercado” chinês não desejam incentivar ou comprar nossas mercadorias de maior valor agregado.

Temer foi à China buscar investimento em uma posição muito submissa: nós precisamos do dinheiro deles agora, sem nenhuma exigência ou questão. Nem que seja para tocar esta fazenda gigantesca que é o Brasil, e sua agro-indústria, que jamais permitirá nossa completa industrialização. Seu sucesso, em grande parte, significa o naufrágio de nossa indústria e a perpetuação da baixa escolaridade entre nossa população.

A China joga com o Brasil um jogo de soma-zero: o que eles ganham no mercado internacional com suas exportações, o Brasil perde, por não saber ou poder colocar sua manufatura avançada no mercado internacional. Enquanto ainda tem uma. E não é esta administração que vai a regra do jogo. A China cria as suas “mini-bolhas de desenvolvimento” em várias partes do mundo. Mas não abre seu mercado aos emergentes que poderiam concorrer com ela.

Nossos trabalhadores, com a renda das famílias, lideraram o crescimento no 2º trimestre deste ano Brasil. Ainda sobrou um pouco de poder de compra entre a população empregada. Não graças a este governo inconstitucional. Mas sem investimento direto, e sem espaço para crescer pelo arroxo vigente em nossa economia, vai ser difícil manter o emprego e a renda dos que resistiram ao desemprego agravado depois da deposição de Dilma Rousseff.

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