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» » » » Secretários de João Doria negociaram mudanças na Lei Cidade Limpa com empresários que pagavam propina

Foto: Eduardo Ogata/SECOM
Secretários do prefeito João Doria (PSDB) discutiram a possibilidade de flexibilizar a Lei Cidade Limpa com empresários que pagavam propina para fiscais, no intuito de burlar esta mesma lei. 
Foram realizadas duas reuniões entre os secretários Julio Semeghini (Governo) e Anderson Pomini (Justiça) e os empresários, que propuseram a liberação de atividades proibidas na lei em troca de vagas de trabalho para pessoas em situação de rua.
De acordo com a rádio CBN, a prefeitura paulistana disse que não tinha conhecimento do envolvimento dos empresários no esquema de pagamento de propina. Já os empresários afirmam que os vereadores iria discutir um projeto de lei sobre o Cidade Limpa em agosto. O secretário de Assistência Social também teria participado das reuniões, que foram confirmadas pela gestão municipal. 
Os empresários que participavam das discussões eram Carlos Alfredo e Antonio Carlos, sócios na empresa CPP e conhecidos como “tubarões” da Máfia da Cidade Limpa. O objetivo era mudar a lei e pagar para os cofres públicos aquilo que já gastavam em propinas. 
Como contrapartida, eles teriam oferecido 500 vagas de trabalho para moradores de rua. Os empresários dizem que os secretários pediram aos menos duas mil vagas.
Ainda segundo a CBN, em conversas gravadas, três envolvidos no esquema - Anderson Aquino da empresa MSantos Publicidade, Marcelo da Ampla Promoções e o ex-servidor Dalvo Rodrigues Silva - afirmam que o prefeito João Doria tinha conhecimento da máfia. 
Por meio de nota, Doria diz que irá processar os empresários por calúnia e difamação, e que as afirmações de que ele sabia do esquema são “levianas e inverídicas”.
No começo da semana passada, a prefeitura enviou um projeto para ampliar os itens de mobiliário urbano onde as propangadas poderiam ser veiculadas, mas logo depois o projeto foi retirado. 
CPI
Após as divulgações das denúncias, o vereador Eduardo Tuma (PSDB), protocolou uma CPI nesta segunda-feira (31) para investigar o esquema. O parlamentar conseguiu as 19 assinaturas necessárias para formalizar o pedido.

Também nesta segunda, Doria disse que afastou os servidores acusados de cobrar propina para permitir propagandas que descumpra a Lei Cidade Limpa. “Não há a menor condescendência da Prefeitura em relação a ações desta natureza”, afirmou o tucano. (Do GGN)

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