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» » » » João Doria vai receber título de cidadão de Natal proposto por vereador suspeito de desviar R$ 22 milhões

Vamos homenagear duas personalidades vitoriosas em suas atividades profissionais, cujas atuações influenciam todos os recantos do Brasil. O espírito público e mentalidade empreendedora deles contribuem de forma positiva para o desenvolvimento da nossa sociedade. Portanto, acredito que são merecedores das honrarias que este parlamento acaba de aprovar. Raniere Barbosa, presidente da Câmara Municipal de Natal, afastado por corrupção, justifica homenagem ao dono das Lojas Riachuelo e ao prefeito paulistano João Doria
O tour da campanha eleitoral de João Doria pelo Nordeste começou com uma “ovenagem” (desculpem!) em Salvador.
Foi tudo, obviamente (sem trocadilho!) muito bem arquitetado.
No fim de semana, a capa da revista IstoÉ apresentou Doria como o anti-Lula.
Na segunda de manhã, a troca de afagos com o usurpador Michel Temer, em São Paulo: “Vejo aqui um parceiro e um companheiro. Alguém que compreende como ninguém os problemas do país. Porque a visão do João Doria é municipalista, o que é fundamental, mas uma visão nacional”.
Em seguida, a viagem a Salvador. O vereador Felipe Lucas, do PMDB, foi o autor do requerimento que deu a Doria o título de cidadão soterapolitano.
O prefeito de São Paulo caminhava ao lado do colega ACM Neto quando recebeu uma chuva de ovos.
Manifestantes carregavam cartazes denunciando Doria.
Um deles lembrava o que o prefeito de São Paulo disse sobre o Nordeste quando era presidente da Embratur:
O soterapolitano Charles Carmo vibrou:
Foi grande o rebuliço,
e enorme a confusão,
invés de palmas, tinha vaia 
Invés de “parabéns”, tinha “ladrão”,
no cabelo só tem ovo,
pra alegria da Nação.
O golpista engomadinho, 
esqueceu a fantasia que 
nas bandas de São Paulo
lhe traz foto e alegria,
mas tomou foi tanta ovada
que vestiu-se de galinha.
O baiano bem sacana
se armou em antecipação
no cabelo só tem ovo
pra alegria da Nação
Doria, obviamente (de novo, sem trocadilho) tenta conquistar votos no Nordeste.
A Câmara Municipal de Natal deve homenageá-lo com o título de cidadão natalense no dia 16 de agosto próximo.
Na sessão solene, prevista para acontecer às 17h30 horas no Teatro Riachuelo, o dono da Riachuelo, Flávio Rocha, receberá a medalha Frei Miguelinho.
Rocha ficou famoso por dizer que “com o impeachment [de Dilma], a agonia seria curta”, prevendo uma rápida recuperação econômica do Brasil, que nunca aconteceu.
Rocha está por trás da homenagem a Doria.
Doria se antecipa ao tour do ex-presidente Lula pelo Nordeste, que vai de 17 de agosto a 4 de setembro, passando por 28 cidades de nove estados.
Infelizmente, o patrono da homenagem ao prefeito paulistano em Natal não deverá comparecer.
O ex-presidente da Câmara Municipal, Raniere Barbosa, foi afastado do cargo e do mandato depois da Operação Luz, do Ministério Público Estadual, na qual ele é acusado de desviar R$ 22 milhões da Secretaria de Serviços Urbanos de Natal.
MP investiga desvio de R$ 22 milhões de secretaria em Natal; presidente da Câmara é afastado
Secretaria Municipal de Serviços Urbanos e o vereador Raniere Barbosa são alvos da operação Cidade Luz, que cumpre mandados no RN e Pernambuco.
No início da manhã desta segunda-feira (24), o Ministério Púbico do Rio Grande do Norte deflagrou a operação ‘Cidade Luz’, que investiga o desvio de R$ 22.030.046,06 da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos de Natal (Semsur). A Justiça determinou a prisão de empresários e o afastamento do presidente da Câmara Municipal de Natal, Raniere Barbosa.
Segundo o MP, há indícios de que o montante é decorrente de superfaturamento e pagamento de propina relativos a contratos firmados entre empresas e a Semsur para a prestação de serviços de manutenção e decoração do parque de iluminação pública da capital potiguar.
Por meio de nota, o vereador Raniere Barbosa afirmou que recebeu a notícia da investigação com surpresa, uma vez que deixou a gestão da Semsur em 2014. Ele ainda declarou que está colaborando com as investigações para provar que agiu com ‘probidade e lisura’ no período em que foi secretário.
Também através de nota, a Prefeitura de Natal informou que apóia as investigações e que vai cumprir a decisão judicial, vedando contratos com as empresas citadas e afastando os servidores públicos envolvidos.
Os mandados foram expedidos pelo juiz da 7ª vara Criminal de Natal e são cumpridos nas cidades de Natal e Parnamirim, no Rio Grande do Norte, e Recife, Olinda, Jaboatão dos Guararapes e ainda em Fernando de Noronha, em Pernambuco. Os gabinetes de Raniere Barbosa e da Presidência da Câmara Municipal de Natal também são alvo dos mandados.
Com o afastamento de Raniere, o vereador Sueldo Medeiros (PHS) permanecerá no exercício da presidência da Câmara Municipal da capital. Ele já ocupa a posição desde o dia 11 de julho passado, em virtude de uma viagem de Raniere Barbosa e do tratamento de saúde do 1º vice-presidente, o vereador Ney Lopes Júnior, que está em São Paulo.
A investigação
Segundo o MP, dados da Controladoria Geral do Município de Natal demonstram que entre os anos de 2013 e 2017, oito empresas sediadas em Pernambuco foram beneficiárias de pagamentos no montante de R$ 73.433.486,86 de contratos coma Semsur. A estimativa é de que o superfaturamento médio foi de 30% no valor dos contratos celebrados.
A investigação da Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público de Natal, que contou com o apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), desvendou que os empresários monopolizaram os contratos de serviços de iluminação pública da Semsur (pelo menos desde o ano de 2013) até os dias atuais, mediante controle de mercado, corrupção de agentes públicos, peculato, lavagem de capitais e fraudes nas licitações e contratações diretas. Para o MP, eles integram o “núcleo empresarial” da organização.
A apuração constatou que, além das empresas referidas, os investigados também utilizam outras firmas na consecução das atividades da organização criminosa, seja mediante a formação de consórcios, através de empresas por eles próprios controladas, ou ainda utilizando-se de firmas que participam das licitações e processos de contratação direta apenas para simular a ocorrência de disputa. Algumas dessas empresas eventualmente são subcontratadas para prestar os serviços licitados e vencidos pelo cartel.
Os investigadores descobriram também que a organização criminosa é integrada por um “núcleo de lavagem de capitais”. Os integrantes desse núcleo são os responsáveis pelo pagamento de propina a agentes públicos, seja em espécie ou através da aquisição de veículos.
A investigação realizada pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte teve início em 11 de março de 2015, data em que foi instaurado um inquérito civil. Pelo apurado, as condutas dos participantes do esquema criminoso caracterizam crimes como peculato, corrupção passiva, corrupção ativa, pertinência a organização criminosa, lavagem de dinheiro, dispensa indevida de licitação, fraude aos procedimentos licitatórios e formação de cartel.

Os elementos levantados na investigação igualmente demonstram que a organização criminosa comete delitos de forma serial, atuando em diversos municípios do Rio Grande do Norte, inclusive havendo indícios de pagamento de propina a outros agentes públicos de algumas dessas cidades.

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