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» » » » O governo de Michel Temer teve o maior déficit primário da história em um primeiro semestre

O Governo Central, composto pelo Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central, teve o maior déficit primário da história no primeiro semestre, com um resultado negativo de R$ 56,092 bilhões entre janeiro a junho.
No mesmo período do ano passado, foi registrado déficit de R$ 36,447 bilhões. Entre os fatores que contribuíram para o resultado, estão a antecipação de precatórios e o fraco desempenho das receitas. 
O déficit primário corresponde ao resultado nas contas do governo desconsiderando o pagamento dos juros da dívida pública. No mês de julho, o déficit ficou em R$ 19,798 bilhões, o pior resultado para o mês desde 1997, quando começou a série histórica. 
O Tesouro Nacional apontou o pagamento de R4 20,3 bilhões em precatórios, em maio e junho, como o principal fator do resultado negativo nas contas públicas. No mesmo mês do ano passado, foram pagos R$ 2,2 bilhões.
Geralmente realizados em novembro e dezembro, os pagamentos foram antecipados neste ano pelo Tesouro com o objetivo de economizar R$ 700 milhões em juros. Os precatórios são títulos que o governo emite para pagar sentenças judiciais transitadas em julgado (quando não cabe mais recurso). 
Sem esta antecipação, o déficit primário do primeiro semestre chegaria a R$ 38 bilhões, disse o Tesouro. Mesmo assim, o resultado negativo continuaria sendo um recorde para o período.
Além da antecipação dos precatórios, o déficit primário foi impulsionado pela queda nas receitas e pelo aumento de despesas obrigatórias, como a Previdência Social e os reajustes dos servidores públicos. 
As receitas líquidas tiveram queda de 2,7% no primeiro semestre, já descontada a inflação medida pelo IPCA. Por outro lado, houve um aumento de 0,5% nas despesas totais, também levando em consideração o IPCA. Até o mês de abril, as despesas estão tendo uma redução maior do que as receitas líquidas. 
Os gastos com os benefícios da Previdência Social subiram 6,9% acima da inflação nos seis primeiros meses do ano, em razão do aumento do valor dos benefícios e também do número de beneficiários.  Os gastos com o funcionalismo acumulam alta de 11,3% acima do IPCA de janeiro a maio.
Por outro lado, as demais despesas obrigatórias acumulam queda de 5,9%, também descontada o IPCA, influenciada pela reoneração da folha de pagamentos, que diminuiu em 33% a compensação paga pelo Tesouro para a Previdêncial, e redução de 29,8% no pagamento de subsídios e subvenções.
As despesas de custeio, que dizem respeito à manutenção da máquina pública, teve queda de 8% no período, descontada a inflação. Porém, a diminuição dos gastos está concentrada em investimentos, que caíram 39,4% no semestre e chegaram a R$ 16,927 bilhões. 
O  Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) teve redução de 48,2% entre janeiro a junho, e gastou R$ 10,337 bilhões. O Programa Minha Casa, Minha Vida teve um recuo ainda maior, de 55,1%, chegando a R$ 1,408 bilhão, descontando o IPCA. (Do GGN)

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