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» » » » » Jornalista Fernando Brito: O Aécio Neves foi derrubado pela intolerância, perseguição e calúnia que ele criou

Por Fernando Brito, do Tijolaço -  Quando notares, estás à beira do abismo, abismo que cavaste com teus pés.
Os versos do Cartola poderiam servir de epílogo do chororô com que Aécio Neves se despede de sua antes moralista e afetada coluna das segundas-feiras na Folha.
Coisa de moleque, dizendo que, tadinho, foi vítima de “um criminoso sem escrúpulos, sem interesse na verdade, querendo apenas forjar citações que o ajudassem nos benefícios de sua delação”.
Ah, menos, menos. Só falta dizer que você é bonzinho e apenas se meteu com “más companhias”, feito um guri tolinho. Tome tenência, Aécio, você tem 57 anos e só é superado em ridículo porque Temer, ao 76, sai-se com esta história do “tolinho“.
Todo mundo sabe que entre Joesley Batista e a santidade há distância maior que do planeta Terra até Andrômeda.
Tratar com eles de assuntos de negócios públicos é legítimo: são, afinal, um dos maiores grupos privados brasileiros e uma potência mundial no setor de carnes e derivados.
Mas Aécio foi é falar de política, de ações para “estancar a sangria” da Lava Jato, em diálogos em que abundavam palavras que, noutros tempos, D. Risoleta Neves teria passado sabão na língua dos netinhos. Dizer que usou  “um vocabulário que não costumo usar, e me penitencio por isso”, não trata do principal.
E o principal é que foi falar das indicações de delegados mais ou menos “amigos” pela Polícia Federal, segundo o grau de aquadrilhamento do investigado com Michel Temer.
A história de que foi pedir dinheiro para pagar advogados de sua defesa não explica porque a “bufunfa” foi apanhada por seu primo e entregue a asseclas de Zezé Perrela.
Depois, faz de “pobrezinha” sua irmã Andrea, que todos os mineiros, desde o neto de Tiradentes sabem, é sua mentora e executiva. Você tinha, Aécio, esta piedade quando ela mandava, sem cerimônia, degolar de seus empregos jornalistas mineiros que o desagradavam?
A seguir, continua se escondendo atrás de mulheres. Desta vez de sua mãe, dizendo estava vendendo o apartamento em que ela mãe mora, herança do seu falecido marido, oferecendo-o a empresários. Se estava vendendo, porque é que não estava, como todos fazem, vendendo no mercado? Ou empresários dariam o que Joesley diz que deu: um sobrepreço para legalizar uma “doação amiga”?
O pior, Aécio, é que antes de 2014, fora de Minas, você era um personagem que não despertava ódios.
Por oportunismo eleitoral, surtou-se como o moralista – má escolha para um notório boêmio como você – e, depois de perdê-las, berrou como um menino birrento, louco para quebrar o brinquedo que não ganhara nas urnas.
Você, mais que ninguém, criou e alimentou este clima de intolerância, de perseguição, de deduragem, de calúnia como forma de fazer a política que seu avô fazia com conversa.
Aécio Neves está sendo tragado pelo rodamoinho de ódio que ajudou como poucos a construir.
Ninguém lhe dará a mão, Aécio, porque o abismo é profundo, fatal, definitivo.
Quando notares, estás à beira do abismo, abismo que cavaste com teus pés.
Os versos do Cartola poderiam servir de epílogo do chororô com que Aécio Neves se despede de sua antes moralista e afetada coluna das segundas-feiras na Folha.
Coisa de moleque, dizendo que, tadinho, foi vítima de “um criminoso sem escrúpulos, sem interesse na verdade, querendo apenas forjar citações que o ajudassem nos benefícios de sua delação”.
Ah, menos, menos. Só falta dizer que você é bonzinho e apenas se meteu com “más companhias”, feito um guri tolinho. Tome tenência, Aécio, você tem 57 anos e só é superado em ridículo porque Temer, ao 76, sai-se com esta história do “tolinho“.
Todo mundo sabe que entre Joesley Batista e a santidade há distância maior que do planeta Terra até Andrômeda.
Tratar com eles de assuntos de negócios públicos é legítimo: são, afinal, um dos maiores grupos privados brasileiros e uma potência mundial no setor de carnes e derivados.
Mas Aécio foi é falar de política, de ações para “estancar a sangria” da Lava Jato, em diálogos em que abundavam palavras que, noutros tempos, D. Risoleta Neves teria passado sabão na língua dos netinhos. Dizer que usou  “um vocabulário que não costumo usar, e me penitencio por isso”, não trata do principal.
E o principal é que foi falar das indicações de delegados mais ou menos “amigos” pela Polícia Federal, segundo o grau de aquadrilhamento do investigado com Michel Temer.
A história de que foi pedir dinheiro para pagar advogados de sua defesa não explica porque a “bufunfa” foi apanhada por seu primo e entregue a asseclas de Zezé Perrela.
Depois, faz de “pobrezinha” sua irmã Andrea, que todos os mineiros, desde o neto de Tiradentes sabem, é sua mentora e executiva. Você tinha, Aécio, esta piedade quando ela mandava, sem cerimônia, degolar de seus empregos jornalistas mineiros que o desagradavam?
A seguir, continua se escondendo atrás de mulheres. Desta vez de sua mãe, dizendo estava vendendo o apartamento em que ela mãe mora, herança do seu falecido marido, oferecendo-o a empresários. Se estava vendendo, porque é que não estava, como todos fazem, vendendo no mercado? Ou empresários dariam o que Joesley diz que deu: um sobrepreço para legalizar uma “doação amiga”?
O pior, Aécio, é que antes de 2014, fora de Minas, você era um personagem que não despertava ódios.
Por oportunismo eleitoral, surtou-se como o moralista – má escolha para um notório boêmio como você – e, depois de perdê-las, berrou como um menino birrento, louco para quebrar o brinquedo que não ganhara nas urnas.
Você, mais que ninguém, criou e alimentou este clima de intolerância, de perseguição, de deduragem, de calúnia como forma de fazer a política que seu avô fazia com conversa.
Aécio Neves está sendo tragado pelo rodamoinho de ódio que ajudou como poucos a construir.
Ninguém lhe dará a mão, Aécio, porque o abismo é profundo, fatal, definitivo.

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