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» » » » » Sabe quem é o conselheiro do Michel Temer? É o Citibank

No mês que vem, o banco norte-americano Citigroup promoverá um encontro entre seus principais clientes e ministros brasileiros em Nova York. No ano passado, a instituição apresentou o presidente Michel Temer e os ministros Henrique Meirelles e Moreira Franco a bilionários em um encontro de negócios.
Segundo matéria da BBC Brasil, o banco aposta no programa de privatizações de Temer, e Charles R. Johnston, diretor global de assuntos governamentais do Citigroup, não poupa elogios ao presidente. Para ele, o peemedebista é “um dos melhores políticos do Brasil”, dizendo que ele tem “coragem” de adotar reformas impopulares. 
Apesar de não existir nenhum contrato formal entre o governo federal o banco, o executivo afirma que "é claro que estamos aqui tentando proteger os interesses do banco", em entrevista para a BBC. 
"Investigações sobre corrupção são sempre constrangedoras, mas acredito de coração que o governo está tentando acabar com a corrupção”, diz Johnston, que crê que as citações de Temer e seus ministros nas delações da Odebrecht não afetam o otimismo de investidores com as reformas promovidas pelo governo. 
O executivo se classifica como um “conselheiro econômico” no que diz respeito às privatizações. O programa de privatizações e concessões do governo pretende levantar R$ 45 bilhões. "Ajudamos governos a estruturarem projetos em sintonia com os interesses dos mercados de capital privado", diz o executivo do Citi. 
Por meio de nota, o banco afirmou que “apoia a aproximação entre investidores estrangeiros e o governo, por meio de reuniões e conferências, visando ampliar o conhecimento desses investidores sobre os projetos e oportunidades no Brasil".
Ainda de acordo com a BBC Brasil, Marcelo Allain, secretário de articulação para investimentos do governo Temer, negou vínculos formais com o Citibank, dizendo que o banco “não é conselheiro formal do governo, nem poderia ser”.
"Simplesmente, quando fazemos estas reuniões com o mercado, pedimos que eles organizem ou apresentem clientes que tenham interesse no Brasil. Nesse papel, eu acho que de fato o Citi está ajudando bastante”, afirma o secretário. 
Para especialistas, este tipo de relação é comum, mas é preciso atentar para os limites éticos entre operações importantes para o país e o favorecimento a determinados grupos econômicos.
“Isso tem que ser feito com toda a transparência, especialmente do lado do governo”, diz Ciro Biderman, professor de políticas públicas da FGV e pesquisador do Instituto de Tecnologia de Massachusetts.
Para ele, é preciso que os encontros sejam divulgados em agendas públicas, e o que for discutido deve ser divulgado. O professor também ressalta que os investidores não tendem a ser afetados por investigações de corrupção, como a Operação Lava Jato.
"Basta pegar os índices internacionais de percepção de corrupção. Quando o país está crescendo, independente do contexto, esses índices caem. Se a economia está em queda, a noção de corrupção dispara”, afirma. 
A matéria completa pode ser lida aqui. (Com o GGN)

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