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» » » » Ex-assessor afirma à PF que o atual ministro da Justiça, Osmar Serraglio (PMDB-PR), indicou preso na Carne Fraca

Ronaldo Sousa Troncha, ex-assessor do deputado federal Sérgio Souza (PMDB-PR), afirmou, nessa quinta-feira (23), em depoimento à Polícia Federal (PF), que o ministro da Justiça, Osmar Serraglio (PMDB-PR), participou da indicação de Daniel Gonçalves Filho para assumir a superintendência regional do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa) no Paraná. Filho, que está preso por tempo indeterminado, é considerado pela PF como o líder do esquema de fraudes revelado pela Operação Carne Fraca.
Segundo Troncha, a indicação aconteceu próximo ao ano de 2008, quando Serraglio era deputado federal, também pelo PMDB-PR. "Que não sabe precisar exatamente a data, porém recorda-se que próximo do ano de 2008 sete dos oito parlamentares (deputados federais), do Estado do Paraná ligados ao PMDB, formalizaram a indicação de Daniel Gonçalves Filho para novamente assumir a superintendência regional do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento no Paraná", diz o termo de declarações do ex-assessor.
A operação Carne Fraca foi deflagrada pela Polícia Federal no dia 17 de março deste ano. Ao todo, 21 fábricas (18 no Paraná, duas em Goiás e uma em Santa Catarina) do ramo alimentício do País, nenhuma delas instalada no Tocantins, são investigadas por suspeita de comercializar carne estragada, mudar a data de vencimento, maquiar o aspecto e usar produtos químicos, supostamente cancerígenos. Fiscais também recebiam propina para aprovar a venda da carne sem a devida fiscalização. O Brasil é o líder mundial em exportação de carne bovina e de frango, e o quarto exportador de carne suína. No ano de 2016, as vendas do setor representaram 7,2% do comércio global. 
Troncha afirmou que ministro da Justiça fez parte de um grupo de sete dos então oito deputados federais do Paraná ligados ao PMDB que formalizaram a indicação de Daniel Gonçalves Filho para a superintendência.
Ao negar a indicação, Serraglio afirmou que o processo sobre Daniel Gonçalves Filho, do qual recebeu cópia, não tinha relação com fiscalização. "Não indiquei Daniel Gonçalves, quem indicou Moacir Micheletto. Era um processo que tramitou e que ele deveria ter aplicado uma pena e teria sido mais suave na aplicação da pena a um funcionário, não tem haver com fiscalização", afirmou nesta sexta-feira (24) durante a inauguração de uma cadeia pública em Areia Branca (SE).
Serraglio apareceu em uma conversa gravada pela PF nas investigações da Carne Fraca. Conforme uma ligação grampeada, o peemedebista chama de "grande chefe" um dos líderes do suposto esquema - Daniel Gonçalves Filho. As informações serão repassadas à Procuradoria-Geral da República. Peemedebista negou irregularidades no esquema. (Com o 247)

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