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» » » » Eduardo Guimarães fala da arbitrariedade de sua condução coercitiva pela Polícia Federal na Lava Jato

Levado em condução coercitiva por agentes da Polícia Federal na manhã desta terça (21), o blogueiro Eduardo Guimarães deixou a superintendência da PF na Lapa, em São Paulo, por volta das onze da manhã e reclamou das arbitrariedades da ação da polícia. 
 
“Eu não entendi e meus advogados não entederam a razão da condução coercitiva.  Não existe uma razão lógica para me trazer obrigado para cá”, afirmou. A condução foi determinada pelo juiz Sergio Moro, da 13ª Vara Federal do Paraná, que também ordenou a "apreensão de quaisquer documentos, mídias, HDs, laptops, pen drives, arquivos eletrônicos de qualquer espécie, aquivos eletrônicos pertencentes aos sistemas e endereços eletrônicos utilizados pelos investigados, agendas manuscritas ou eletrônicas, aparelhos celulares, bem como outras provas encontradas relacionadas aos crimes de violação de sigilo funcional e obstrução à investigação policial".
 
Ele explicou que a PF queria saber quem teria passado informações sobre a condução coercitiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ocorrida em março do ano passado. Na época, Guimarães noticiou que Lula seria alvo da PF cerca de uma semana antes da operação.

“A arbitrariedade é bem clara quando ele é conduzido coercitivamente sem jamais ter sido intimado. A segunda arbitrariedade é a violação do sigilo de fonte”, disse Fernando Hideo Lacerda, advogado do jornalista, que também falou em “perseguição nitidamente política se valendo do processo penal”
 

Guimarães reclamou da apreensão de seus equipamentos de trabalho - dois celulares e um notebook -, afirmando que ela viola a atividade jornalística. Ele também diz que a decisão da 13ª Vara Federal cita que Guimarães não seria jornalista e por isto não estaria beneficiado pelo direito ao sigilo de fonte. “Isso é um equívoco e um desconhecimento das leis do país”, disse. (Do GGN)

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