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» » » » Os golpistas depois de quebrarem o País, terão que aprofundar ainda mais a recessão para evitar um calote

Em 2014, quando venceu as eleições presidenciais, a presidente Dilma Rousseff tinha um desafio: recompor a arrecadação federal, que vinha sendo afetada pela queda das commodities exportadas pelo País e da atividade econômica.
Naquele momento, o desemprego ainda era de 5,5% e havia espaço para novos impostos, como a CPMF.
Esse era um dos pilares do plano do ex-ministro Joaquim Levy para equilibrar as contas públicas.
No entanto, o político derrotado naquela eleição, o senador Aécio Neves (PSDB-MG), decidiu se aliar ao deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), com um propósito claro: sabotar o País, promover a política do "quanto pior, melhor", e assim produzir as condições de de insatisfação social para promover o impeachment sem crime de responsabilidade – ou seja, o golpe.
Mais do que simplesmente sabotar as propostas de Levy, Cunha e Aécio levaram adianta as pautas-bomba, ampliando o rombo fiscal.
2015, portanto, foi um ano em que Dilma não governou. Na prática, o Brasil foi governado pela aliança Cunha-Aécio, entre um político que pretendia se salvar e outro que não aceitou a derrota eleitoral. Resultado: queda de 5% do PIB.
No ano seguinte, 2016, o desastre foi provado pela dupla Michel Temer e Henrique Meirelles, que aprofundou ainda mais a recessão, trazendo uma queda de mais 4% da atividade econômica.
Como o golpismo derrubou a produção do País e, consequentemente, a arrecadação federal, o resultado está estampado num relatório divulgado nesta terça-feira pelo banco Credit Suisse. Com um rombo de 9% do PIB, o Brasil tem hoje a pior situação fiscal do mundo – melhor apenas que a da Venezuela.
O Credit Suisse diz ainda que, para equilibrar a dívida interna, o Brasil só tem uma saída: aumentar impostos. Ou seja: Temer e Meirelles fatalmente terão que voltar ao plano Levy. Só que agora o desemprego não é mais de 5,5% – mais sim de 12%.
Ou seja: depois de quebrarem o País, terão que aprofundar ainda mais a recessão para evitar um calote. (Com o 247)

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