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» » » » » O caos no Espírito Santo mostra claramente o resultado de um arrocho fiscal

A severa crise de Segurança Pública na qual mergulhou o estado do Espírito Santo no início deste mês, com uma greve branca da Polícia Militar que já resultou em quase 100 mortes violentas até o momento, tem entre suas causas o ajuste fiscal executado pelo governador Paulo Hartung (PMDB). 

De acordo com reportagem de Renan Truffi, da Carta Capital, desde 2015, Hartung  promove um forte contingenciamento de verbas. Segundo a Secretaria de Economia e Planejamento, o ajuste resultou em um corte do Orçamento em 2016 de 1,3 bilhão de reais. Também foram feitos decretos com medidas de redução de gastos, o que gerou superávit de cerca de 40 milhões de reais.

Para colher os frutos do seu ajuste, Paulo Hartung tem comparado o "superávit" com o a situação fiscal de 2014, quando o estado registrou déficit de R$ 1,5 bilhão. No entanto, a economia nas contas se refletiu na precarização da prestação do serviço público, entre eles a segurança.

"A política do nosso governo é o seguinte: enxugar todos os gastos da segurança e educação para não sei aplicar onde. Ele está fazendo superávit e o servidor público está sendo chicoteado", diz um PM ouvido pela reportagem. "Eu tenho cota de gasolina para gastar nas viaturas. Tenho que ficar parado três ou quatro horas para não gastar combustível, é justo? É a sociedade que perde. Se a gente gastar além da cota, sofremos sanção disciplinar". De acordo com informações da Associação dos Oficiais Militares do Espírito Santo, os policiais estão sem aumento real de salário há sete anos. 

Para o deputado Givaldo Vieira, o governo federal não entendeu a proporção dessa crise ao enviar um número insuficiente de oficiais para o estado. Vieira também alerta para o risco dessa "insatisfação generalizada" se espalhar para outras unidades da federação.

"Acho que a crise da segurança pública do Espírito Santo é o resultado mais visível, nesse momento, da política de arrocho fiscal, de cortes e da não concessão de reajuste aos servidores públicos", defende. "Essa crise pode ser o prenúncio do conjunto de outras crises. Acho que o governo e a opinião pública não compreendem a seriedade do que está acontecendo e a possibilidade de se desencadear uma onda de reações violentas. Vi manifestações de familiares dispostos a usar essa mesma estratégia no Rio de Janeiro." (Com o 247)

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