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Forbes diz que Michel Temer não deve concluir mandato
"Os homens fecham suas portas contra um sol poente", escreveu Shakespeare em Atenas. É uma regra apropriada para os governos que se aproximam do fim de seus termos ou que se tornam patos coxos. O presidente do Brasil, Michel Temer, está em uma situação semelhante agora, e recentemente viu três sinais claros de seu apoio diminuir com outra crise interna atingindo em cheio seu governo", afirma a Forbes em matéria publicada nesta quarta-feira (18).

O Congresso aprovou a assistência financeira aos governos estaduais sem promulgar pré-condições para cortar custos e equilíbrio orçamentos locais. Ao fazê-lo, o Congresso estava respondendo a apelos de funcionários do governo local e funcionários públicos, evitando a culpa de instituir medidas de austeridade. Apesar das extensas negociações entre o ministro das Finanças, Henrique Meirelles e a Câmara, o Congresso rejeitou as condições solicitadas pelo Poder Executivo. Temer declarou inicialmente que não era uma perda importante, mas desde então mudou de ideia e vetou parte do pacote. Ao não admitir sua própria derrota no início e, em seguida, ceder, Temer mostrou a extensão da fratura no topo do governo, diz a reportagem.

Recentemente, surgiu a conversa sobre o impeachment da chapa Dilma-Temer, de 2014, sob acusação de ilegalidade eleitoral, lembra a Forbes. Existe agora uma possibilidade real de Temer ser afastado devido ao financiamento ilegal da campanha. Anteriormente, as discussões limitaram-se a manipulação de contas realizada por Dilma Rousseff, quando Temer era vice. No entanto, durante as últimas semanas, membros do Judiciário e do Legislativo questionaram se a irregularidade eleitoral abrange a todos os candidatos da campanha presidencial de 2014. Esta é agora uma "espada de Damocles*" pendurado sobre a cabeça do poder executivo, reforça a reportagem.

O próprio Temer falou aos meios de comunicação sobre uma possível remoção de seu cargo ou renúncia, destaca o noticiário.

Esses eventos - perda de aliados dos altos escalões de seu governo e as recentes alegações - por si só já fraturaram e abalaram o governo de Temer. Se prosseguirem, podem causar uma profunda preocupação com a sobrevivência do governo de Temer, particularmente no contexto de sua imobilidade política total, diz a Forbes.

Temer tentou reativar a economia com Meirelles imprimindo credibilidade às medidas absolutamente impopulares necessárias para corrigir as contas públicas do Brasil e colocar o país de volta aos trilhos. Por outro lado, avalia Forbes, Meirelles também está fazendo uma jogada política, já que o cenário brasileiro é de incerteza absoluta e, portanto, cheio de possibilidades e oportunidades.

Neste momento, a economia não reagiu ao estímulo injetado pelo governo. As pesquisas de opinião estão relatando uma rejeição de 64% do governo devido às reformas propostas, uma economia fraca e aversão aos políticos como um todo dado o contínuo alcance da investigação de corrupção da lava jato. O Congresso está usando esta situação como pretexto para desestabilizar o quadro econômico do governo e o próprio Temer, mas a verdadeira razão para seu ressentimento é que as necessidades básicas não estão sendo atendidas, aponta Forbes.


Dada esta inércia, a perspectiva de 2017 para o Brasil é ainda mais preocupante. Além de um ano difícil para a economia, as revelações do acordo com a construtora brasileira Odebrecht serão devastadoras e poderão afundar o país em uma recessão ainda mais profunda, finaliza Forbes. (Do Jornal do Brasil)

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