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» » » Os impactos da reforma da Previdência nos fundos de pensão

Evandro Oliveira, Mariana Sabino e Newton
Se aprovadas pelo Congresso Nacional, novas regras da previdência afetam cálculo atuarial e nível de benefícios dos planos de benefícios
A reforma da previdência trará uma série de impactos para os fundos de pensão, a começar pelo estabelecimento da idade mínima de aposentadoria. Se aprovada da forma com que foi proposta, a aposentadoria deverá ser postergada até pelo menos os 65 anos de idade. Para a previdência complementar, o impacto inicialmente é positivo: as pessoas devem contribuir por mais tempo, tendendo a gerar maior fôlego aos planos. Além disso, a reforma pode promover um crescimento no sistema, pois gerará a necessidade de poupança adicional da população, fazendo com que os indivíduos coloquem mais recursos na previdência complementar. 

Para o consultor da área de previdência da Willis Towers Watson Brasil, Evandro Oliveira, esse crescimento, contudo, gerará uma necessidade dos fundos de pensão ajustarem os modelos de seus planos. Mesmo para os planos que não preveem vinculação ao benefício do INSS, tanto os funcionários como as empresas devem ajustar as premissas que consideravam pedidos de aposentadoria a partir dos 55 anos. “Os planos vão precisam ajustar as formas de pagamento de benefícios para fazer frente às novas necessidades. Como os indivíduos terão um amparo menor do governo, devem buscar outros tipos de amparo na previdência complementar. Por isso, a modelagem dos planos deve ser ajustada e opções alternativas devem ser oferecidas aos participantes”, salienta.
Nova realidade – O principal movimento virá dos participantes, que vão precisar colocar mais dinheiro na previdência complementar caso queiram se aposentar no patamar planejado. “Quem não fazia essa complementação vai fazer, e a forma com que esses recursos são pagos devem se adaptar à nova realidade. Isso inclui o tempo de pagamento e o valor a ser pago”, diz Oliveira. Ele explica que os fundos de pensão podem oferecer, por exemplo, um benefício temporário para fazer frente a postergação da aposentadoria. “Todo o modelo complementar foi constituído com base na aposentadoria a partir dos 55 anos nos níveis atuais. Na hora que a base é modificada, o sistema vai precisar de ajuste de acordo com a necessidade do participante”, salienta.

Oliveira salienta que o momento para o mercado de fundos de pensão e a importância que ele terá nesse novo cenário é grande. “A relevância desse benefício, passa a ser ainda maior. Mas para que isso seja efetivado, os indivíduos precisam rever a forma com o qual estão guardando dinheiro para aposentadoria. Eles passam a ter uma necessidade que não tinham antes”. 

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