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» » » Saiba a rentabilidade das aplicações financeiras no Brasil atualmente

 Os fundos DI estão entre as alternativas mais populares de investimento oferecidas por bancos e corretoras no país, pois representam 40% dos recursos aplicados em fundos por esse público de Pessoas Físicas não clientes de Private Banking. Seu rendimento tem forte aderência à taxa de retorno dos depósitos interbancários, os CDI que, por sua vez, estão atrelados à Selic.
Além do perfil conservador do investidor, as incertezas do ambiente macroeconômico ajudam a alavancar esse tipo de investimento. Entretanto, diante da provável queda da taxa de juros, a dúvida é se essa continua a ser boa opção, já que a taxa de administração passa a representar parcela maior dos ganhos.
Na última reunião do ano, o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, reduziu a meta da taxa Selic em 25 pontos base. O indicador passou de 14% para 13,75%. A partir de janeiro de 2017, a expectativa da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) é que o ritmo de queda dos juros se acelere, alcançando 10,50% no fim de 2017.

Na opinião de especialistas, os fundos DI ainda são opção interessante de investimento mesmo com queda na taxa de juros, desde que a taxa de administração seja razoável, ou seja, gire em torno de 0,5%.
Esses fundos são considerados muito seguros, pois compram títulos públicos, alguns privados, indexados ao CDI ou à Selic de curto prazo. Analisando a poupança, que hoje rende a taxa nominal anual média de 8,30%, livre de imposto de renda, em comparação com a rentabilidade de um fundo DI de 10,85% ao ano, depois de pagar imposto e uma taxa de administração de 1% ao ano, ainda é interessante aplicar em fundos DI.
Faça a seguinte conta para ver as vantagens do fundo DI em relação a depósitos de poupança: existem cerca de 400 fundos DI disponíveis no mercado que têm sob sua gestão por volta de R$ 906 bilhões. Somente 6% dos ativos não chegam a bater a poupança.
Com a nova regra da poupança, que reduz a rentabilidade para o investidor quando os juros Selic caírem abaixo de 8,5%, os fundos DI começam a perder competitividade, pois as rentabilidades da poupança e do fundo começam a ficar muito próximas, além do que é muito mais fácil aplicar na poupança do que escolher em qual fundo investir.
Ainda de acordo com dados da Anbima, a captação líquida no ano da indústria de fundos de investimento atingiu R$ 89,7 bilhões até novembro de 2016, contra R$ 7 bilhões no mesmo período de 2015, com recuperação em relação aos últimos três anos. A categoria de renda fixa liderou as captações no período — o patrimônio líquido destes fundos cresceu e alcançou R$ 39,2 bilhões entre janeiro e novembro.
O ganho real nesse ano foi maior do que no ano passado, que terminou com uma taxa de juros de 14,25% e uma inflação de 10,7%. Esse ano deve fechar com inflação de 7% e a taxa de juros está em 13,75%. Mesmo com a expectativa de queda na taxa de juros no ano que vem, o investidor que aplica em fundos de renda fixa não deve mudar seu comportamento. Isto porque se prevê um ganho real maior se a inflação e a taxa de juros caírem em 2017 e ficarem, respectivamente, em 5,5% e 10,5%.
Alguns analistas têm a expectativa é que a taxa de juros chegue a 8,5% no final de 2018. Ainda está longe e, talvez, seja uma perspectiva até utópica, considerando o cenário político e econômico atual. Por acaso alguém sabe o que ocorrerá no próximo ano? E em 2018?!
Os fundos ainda vão manter a atratividade, mas os investidores têm de estar atentos e buscar fundos cujas taxas de administração sejam menores que 1%. Quando a taxa de juros atingir um dígito, deve acender uma “luz amarela” para que o investidor comece a migrar seus ativos para fundos com taxas cada vez menores.
O investidor tem que buscar uma taxa de administração baixa, ou seja, inferior a 0,5%. Fácil de falar, mas difícil de conseguir com cerca de R$ 160.000,00 em volume de investimentos que é o saldo financeiro médio per capita da classe média alta do País
Não é só “o brasileiro” que está vivendo mais a cada ano que passa. O último dado do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) diz que os brasileiros nascidos em 2015 devem viver, em média, até os 75,5 anos, sendo 71,9 anos os homens e 79,1 as mulheres. São 30 anos a mais do que quem nasceu em 1940. E a expectativa de vida após os 50 anos também aumentou, de 19,1 anos em 1940 para 30,2 anos. Tudo isso é média nacional, mas há diferenças brutais em esperança de vida em relação às classes sociais e a quem nasce no Norte/Nordeste ou no Sul/Sudeste.
Mas viver mais também significa ter de guardar mais dinheiro, principalmente levando-se em conta a reforma da Previdência, proposta pelo governo golpista como uma das “medidas impopulares”, que deverá reduzir benefícios ou torná-los menos acessíveis. Um governo ilegítimo obriga a maioria trabalhar mais e ganhar menos! Democracia eleitoral já! Eleições Diretas Já!
Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o número de pessoas com mais de 60 anos deve triplicar até 2050, passando a representar metade da população economicamente ativa. Haverá dois trabalhadores para sustentar um aposentado. Assim, resta cada um cuidar de sua aposentadoria, guardando o máximo que puder. Bye, bye, INSS…
A reforma da Previdência deve mudar a vida do brasileiro para aposentadoria. Cada um terá de se preparar para guardar dinheiro desde cedo se quiser sobreviver, senão perderá o padrão de vida adquirido durante a vida ativa.
Aposentadoria é planejamento, não é tacada que você faz agora e está garantido. E não é só depositar dinheiro no fundo de previdência.
É preciso definir parâmetros mínimos, como o tempo para se aposentar. Se for cinco anos, será difícil, 15 já consegue e 25, já dá, se o Brasil continuar como campeão no ranking das maiores taxas de juros reais do mundo.
O segundo passo é olhar para o orçamento, fazer planilhas de gastos e cortar desperdícios. É como vazamento, é preciso achar as goteiras e colocar o balde para juntar o dinheiro para a aposentadoria. Um hábito salutar é determinar uma quantia por mês para investir.
O destino do dinheiro vai depender do prazo e do valor. Se for R$ 500 por mês, um Tesouro Direto com Selic ou um fundo DI já funcionam. Depois de juntar um valor maior, R$ 5 mil ou R$ 10 mil, pode-se então transferir a quantia para outro instrumento.
Não vá seguir conselho de gente interessada em vender coisas tais como fundos imobiliários, com aportes de R$ 500 todos os meses, reaplicando os rendimentos. Também não vá “espalhar dinheiro” sob o argumento de “não colocar todos os ovos na mesma cesta”. Se forem poucos ovos, tome conta direito da cesta!
Por exemplo, é ridículo dividir R$ 250 para títulos do Tesouro e R$ 250 para fundos imobiliários, fazendo um rebalanceamento periódico da carteira…
O rebalanceamento pode ser feito por períodos de tempo ou quando a diferença entre o saldo na renda fixa e nas outras aplicações superar determinado percentual, entre 5% e 20%. Na renda variável, uma variação de 15% pode provocar esse rebalanceamento em uma semana.
Estudos mostram que o rebalanceamento a cada 15% aumenta a rentabilidade das carteiras em 11 anos. Rebalanceamentos a cada 5% fazem diferença em carteiras de 3 a 8 anos.
Além disso, deve-se rever o plano a cada seis meses ou no mínimo a cada ano, ou quando houver alguma mudança importante na vida financeira, como desemprego, filhos, ou queda ou aumento da renda. “Com essas orientações, é possível garantir a aposentadoria em 15 anos, com a aplicação financeira correta”, dizem os divulgadores de mitos. Seja cético quanto a essa gente, desconfie…
Fim de ano é época de usar o 13o salário para reduzir o imposto a pagar ou a restituir na declaração anual aplicando em Fundos de Previdência. Mas isso só vale para assalariado que faz a declaração completa. É possível abater as aplicações feitas até o fim do ano em Planos Geradores de Benefício Definido (PGBL) até o limite de 12% da renda bruta tributável.

É preciso fazer o cálculo somando todos os ganhos tributáveis, salário, bônus, aluguéis, e o que já se aplicou ao longo do ano, para não aplicar nem além do permitido nem menos e perder a vantagem fiscal.
O valor que superar os 12% deve ser aplicado em outro tipo de plano, o Vida Gerador de Benefício Definido (VGBL), que não reduz o imposto, mas que, no resgate, só tem tributação sobre o rendimento. Já o PGBL pagará imposto sobre rendimento e principal no resgate. Então, o imposto que deixa de ser pago hoje na declaração será cobrado quando o dinheiro for sacado. A vantagem é que o investidor troca uma alíquota hoje de até 27,5% sobre o salário por uma de 10% se o dinheiro ficar mais de 10 anos aplicado.
PGBL e VGBL têm a vantagem de pagar menos imposto no resgate, 10%, se o dinheiro ficar aplicado por 10 anos — nos fundos normais ou Tesouro Direto, a alíquota mais baixa é de 15%. E não têm come-cotas, o imposto semestral cobrado nos fundos normais.
Há uma grande gama de opções de Fundos de Previdência, desde o mais conservador CDI até multimercados e com ações. O primeiro passo é saber qual o risco que o investidor quer correr, que deve ser proporcional ao prazo da aplicação. Mais jovens têm mais tempo para correr mais riscos com ações que quem está mais perto de se aposentar.
O problema é que os fundos de previdência apresentam uma rentabilidade muito baixa se o volume de negócios do cliente não é grande. Em boa parte, isso é provocado pelas taxas de administração altas cobradas pelos bancos, acima de 2% ao ano no varejo, além da taxa de carregamento, que chega a 5% sobre cada valor aplicado. “Quem tem bala na agulha” consegue zerar esta taxa de carregamento sob ameaça de fazer portabilidade para outro banco.
Mas se a pessoa não tem o hábito de “poupar” ou não entende de investimentos financeiros, é melhor fazer um PGBL ou VGBL do que ficar só com o INSS.
Muitos investidores, por falta de conhecimento, acabam tendo experiências ruins em grandes bancos e ficam com uma imagem negativa desses fundos. Há casos de:
  1. taxas de administração e de carregamento muito altas,
  2. aplicações com ações que não estavam de acordo com o perfil do investidor ou
  3. indicação de PGBL para pessoas que não fazem a declaração completa ou
  4. uso de recursos de curto prazo que depois são resgatados com imposto alto.
São pessoas que foram mal assessoradas e acabaram perdendo dinheiro.
A expectativa de taxa de juro mais baixa em 2017 fez com que as vendas de títulos indexados ao índice de inflação IPCA (Tesouro IPCA+ e Tesouro IPCA+ com juros semestrais) atingissem 60% de participação nas vendas no Tesouro Direto no mês de novembro de 2016. O valor médio da operação foi de R$ 10.142. A grande maioria dos investimentos diz respeito a operações de até R$ 5 mil, o que reforça a utilização do Tesouro Direto por pequenos investidores, segundo a Secretaria do Tesouro Nacional.
Quanto são? A imprensa brasileira generaliza ou só apresenta números relativos (%) e engana os incautos que necessitam também saber números absolutos. O Tesouro Direto, programa criado em janeiro de 2002 que permite que pessoas físicas comprem títulos públicos pela internet, via banco ou corretora, sem precisarem aplicar em um fundo de investimentos, atingiu, pela primeira vez, a marca de um milhão de investidores cadastrados em outubro de 2016.
O número de investimentos realizados no Tesouro Direto bateu recorde em novembro de 2016, com 181,5 mil operações, a maior quantidade desde o lançamento do programa. Ao todo, foram aplicados R$ 1,8 bilhão e resgatados R$ 715,2 milhões.
Os investidores demandaram principalmente títulos indexados à inflação (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA). Esses papéis representaram 58,4% do volume total de investimentos. Em seguida, vieram os títulos atrelados à taxa Selic (24,2% do volume total de investimentos) e papéis prefixados, com 17,4% de participação.
Os títulos com prazo entre um e cinco anos representaram 51,2% do total em novembro de 2016. Aqueles com prazos entre cinco e dez anos tiveram 29,2% de participação, enquanto os papéis com prazos acima de dez anos responderam por 19,4% do total de investimentos.
Do estoque total, a maior parte diz respeito a títulos remunerados por índices de preço (62,5% do total), seguido por papéis atrelados à Selic (19%) e prefixados (17,6%). Do ponto de vista do prazo, a maior parte é de títulos com vencimento entre um e cinco anos (57,5% do estoque). Papéis com vencimento entre cinco e dez anos respondem por 17,2% do total. Já aqueles com prazo mais longo – superior a dez anos – são 17%. Os de prazo mais curto, de até um ano, são 8,3% do estoque.
As operações realizadas em novembro de 2016 levaram o estoque do Tesouro Direto a R$ 39,6 bilhões. Na comparação com novembro de 2015, a alta foi de 64,9%, já que naquele mês o estoque era de R$ 24 bilhões.
Segundo o Tesouro Nacional, o número de investidores cadastrados no Tesouro Direto totalizou 1,02 milhão, em outubro de 2016, com alta de 74,4% nos últimos 12 meses. O número de investidores ativos, aqueles que estão registrados no programa e contam com aplicações, cresceu em 16.998 em novembro de 2016, o que levou esse grupo a 382,6 mil investidores. Mas é relativamente baixo!
Existem cerca de 9,6 milhões de investidores em Fundos e Títulos e Valores Mobiliários. Aliás, este é o mesmo número de pessoas com Ensino Superior segundo o Censo Demográfico de 2010. Compõem as castas brasileiras.
“Até o primeiro trimestre de 2015, havia cerca de 3 mil pessoas com aplicações no Tesouro Direto, em média, por mês. Agora, a média mensal é de 14 mil posicionados, sendo que em outubro, o recorde foi de 18 mil posicionados“, afirma o gerente de relacionamento institucional do Tesouro Nacional.
Basta uma pequena quantia, em torno de R$ 30, para a pessoa conseguir investir no título público, com negociação (liquidez) diária para compra e venda. E quem tem apenas R$ 30 entende de finanças?
O percentual de entrantes no Tesouro Direto vem aumentando por conta da divulgação e da isenção da taxa pela maioria das corretoras. Atender o público de varejo que aplica R$ 100, por exemplo, é educativo? Ele recebe o login, a senha do Tesouro e já passa à escolha dos ativos? Só?!
O cenário de queda na taxa de juro, caso se mantenha, não sofrendo o Efeito Trump em 2017, aumentará o ganho com os títulos prefixados de longo prazo. Quando a pessoa compra um título até 2019 que promete pagar 6,19% de juro mais taxa de inflação, tem de segurar o papel até o vencimento, em 2019, para ter o rendimento prometido. Caso venda no meio do caminho, o rendimento pode ser maior ou menor, porque haverá “marcação-a-mercado”. O infeliz investidor sabe o que é isto?
Aplicando no Tesouro Direto, o cliente opera (compra e vende) sozinho, sem ter um assessor para isso. Será que para a pessoa que saiu da caderneta de poupança, o Tesouro Direto é o melhor caminho para o investidor adquirir confiança e aumentar um pouco seu rendimento?
Depois, com mais experiência, ele vai conhecendo outros produtos do mercado de capitais com possibilidade de melhores ganhos? Imagina
Outro atrativo do Tesouro Direto, dizem os interessados em vendê-lo, é o menor custo das taxas. O investidor do Tesouro Direto tem de pagar 0,3% sobre o valor da aplicação ao ano como taxa de custódia. E, atualmente, 95% das corretoras e bancos cobram taxa que varia de zero a 0,5% sobre o total aplicado ao ano.
Para facilitar ainda mais as negociações, o Tesouro Nacional lançou em 1o de dezembro de 2016 o aplicativo (APP) oficial do Tesouro Direto para download em smartphones com sistema operacional Android. Em 2017, vem a versão para o sistema IOS. O APP no celular permite que as pessoas façam investimentos e resgates, consultem extratos, taxas e protocolos. Vicia como um jogo em cassino, criando a ilusão de sabedoria financeira… Pior, as pessoas com viés de auto atribuição  só contam os sucessos, escondendo os fracassos para não perder a autoestima…
Desde março de 2015, o Tesouro Nacional tem implementado ações para facilitar o entendimento do investidor em relação aos títulos públicos que passaram a ter uma nomenclatura mais popular: Tesouro Selic, Tesouro IPCA e Tesouro Prefixado.
No dia 3 de dezembro, houve a abertura de inscrições de 1 mil vagas para o curso on-line do Tesouro Direto, com 40 horas. Na manhã da abertura, todas as vagas foram preenchidas. Diante da demanda, na segunda semana de dezembro, houve a abertura de mais 2 mil inscrições para o curso on-line.
Ainda com o objetivo de aumentar o conhecimento do investidor que tem acessado o Tesouro Direto, foram lançados dois vídeos, também em dezembro, sobre o Tesouro IPCA e Tesouro Selic.
Educação Financeira é fundamental! Antes de arriscar a perder tudo que custou tanto ganhar, invista em si próprio, ou seja, em seu conhecimento para não ser enganado por outros e assumir a própria responsabilidade pessoal por suas decisões. Você ganhará mais no mercado de trabalho do que no mercado de capitais! Este é apenas para defender seus ganhos da alta inflação brasileira, não para enriquecer!
Com a percepção que o mundo mais volátil após a chegada de Donald Trump à Casa Branca e os entreveros políticos no Brasil não alteram a trajetória de queda da Selic, qual é a posição de carteira de ativos que pode render melhores frutos para os investidores? As sugestões interessadas incluem prefixados e as notas atreladas à inflação, que tendem a acompanhar o ciclo monetário. Ambas sofrem MtM (marcação-a-mercado), fuja delas em um mundo volátil!
No Tesouro Direto, sistema de negociação de títulos públicos pela internet, por exemplo, o Tesouro Prefixado com vencimento em 2023 apontava taxa a 12,01% ao ano, enquanto a Selic projetada para o final de 2017, segundo as previsões do mercado no último boletim Focus, está em 10,75% ao ano. A lógica é que, se tudo correr como planejado, o investidor pode se apropriar por mais tempo da remuneração superior à da taxa que estará em tese rodando a economia.
A “liquidação dos prefixados” é para perfis moderados a arrojados, e perdedores! Isso porque nada garante que a travessia será sem percalços. Vale lembrar que a surpresa Trump deixou na memória aquela sensação de prejuízos com títulos de renda fixa pelo efeito da atualização dos ativos a preços do mercado.
Em uma carteira com esses perfis, a divisão sugerida é de 30% nos prefixados e 40% nas NTN-B, com a fatia caindo a 5% em cada posição para os mais conservadores que investem em % de CDI. Sejamos conservadores em finanças e progressistas em política!
Será a melhor alocação de risco para atravessar dezembro e multiplicar o patrimônio em 2017 são os títulos longos? Com a Selic no nível atual e a inflação projetada em 5% no ano que vem ou até um pouco abaixo disso, o juro real na casa dos 9% é grotesco para uma economia em recessão e que deve ter o crescimento frustrado em 2017.
O ideal é sempre olhar para o ganho real — o retorno acima da inflação e que de fato preserva o poder de compra e o patrimônio do aplicador. Não adianta a Selic cair à metade e o retorno próximo do CDI não garantir nem a inflação.
Em um ano que promete ser cheio de volatilidade, não há por que o investidor arriscar em outros tipos de risco e deixar a renda fixa, pós-fixada.
O programa de corte de juros empreendido pelo BC tende a ser mais extenso e menos intenso. Por isso, considera-se haver menor ganho a capturar em títulos indexados à inflação. Não vai ser um retorno ruim, vai acompanhar o ciclo, mas tem mais prêmio nos prefixados se houver a disposição para correr riscos.
O Banco Central (BC) atingirá a meta de 4,5% de inflação para o ano que vem?! Tal objetivo sugere haver retornos excedentes em posições atreladas a juros. A escalada das taxas embutidas nos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, após a eleição de Trump poderia, em tese, fazer o BC brasileiro até reduzir o ritmo e estender o ciclo de corte da Selic. O plano de afrouxamento monetário tenderá a prevalecer?
E quanto ao investimento isento da tributação de Imposto de Renda (IR), com a garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) até o valor de R$ 250 mil por CPF, além de ser corrigido pelo juro diário do CDI? Essas são as características das Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) e das Letras de Crédito Imobiliário (LCIs).
As taxas nelas podem chegar a 93% do CDI. Dependendo do prazo, o papel pode render até 95% do CDI. Isento de IR, é como se tivesse uma rentabilidade de 115% do CDI. É, sem dúvida, um ótimo retorno.
LCI e LCA são isentas de IR para pessoas físicas em aplicações com qualquer prazo, de mil dias no papel imobiliário, a um ano para títulos do agronegócio no Banco do Brasil. Concorrem com produtos como fundos de renda fixa, DI e multimercados, que ficam ofuscados pois são tributados com alíquotas regressivas de IR, que diminuem nos prazos mais longos: começam com 22,5% até seis meses, depois caem para 20% de seis meses a um ano, 17,5% de um ano a dois e 15% acima de dois anos. Até mesmo o Tesouro Direto perde, uma vez que o investidor tem de arcar com despesas de custódia e taxa de administração.
Apesar da forte demanda dos investidores por esses papéis, eles só podem ser emitidos com base nos empréstimos feitos pelos bancos para empresas dos setores de agronegócio e do ramo imobiliário. Com a desaceleração da economia e do crédito neste ano, o lastro para LCI e LCA ficou reduzido. A captação tem vindo dos bancos oficiais, que são os que têm maiores lastros dessas operações, como Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, líderes na emissão.
A LCI passou de um estoque de R$ 95,6 bilhões em 2013 para R$ 189,1 bilhões em 2015 com o boom do crédito para imóveis. Hoje, a oferta é bem menor do que no passado, mas ainda é possível encontrar o papel com boas taxas.
Segundo a Cetip, o estoque de papéis vinculados ao agronegócio, liderados pela LCA, cresceu R$ 7,5 bilhões no acumulado do ano até 1 de dezembro deste ano, para R$ 61,2 bilhões, comparado aos R$ 53,7 bilhões do mesmo período do ano passado. No caso das LCI houve recuo de R$ 3,3 bilhões, para R$ 185,7 bilhões.
Com menos oferta, os bancos passaram a selecionar o cliente. Esse papéis ajudam a fidelizar o cliente. Com emissões em baixa, em razão de pouco lastro, a oferta é selecionada para clientes com bom relacionamento com a instituição.
Na média, quem tem R$ 15 mil para usar no médio prazo já pode pensar nesses papéis, que exigem aplicação inicial acima desse valor — o aporte inicial pode mudar tanto para cima como para baixo, conforme a disponibilidade de lastro.
No Banco do Brasil, com estoque de R$ 70 bilhões nos dois papéis, o investimento em LCI começa em R$ 1 mil e em LCA, em R$ 50 mil. A aplicação só está disponível para investidores qualificados.
O cenário pode mudar em 2017. Tanto para o bem como para o mal. É muito benefício para pouco risco. Rever a isenção do IR para LCI e LCA está na mira da “gente de O Mercado” no governo desde o final de 2015. Porém, não é uma coisa tão simples, pois é funding para os bancos públicos que sentem a fuga dos depósitos de poupança. Uma das hipóteses é manter a isenção apenas para prazos mais longos, acima de um ano.
Outra frente de mudança é a queda da taxa básica de juros. Como são papéis pós fixados, se os juros básicos baixarem em 2017 para cerca de 10% ao ano, de acordo com as estimativas dos especialistas, as aplicações em renda variável passam a ficar mais atraentes. Mas tudo vai depender da situação política e econômica do País. Quem aposta na sobrevivência deste governo golpista?
Outro ponto importante a ser observado é que, apesar de o investimento ser considerado conservador, é sempre preciso ficar atento aos riscos. Há o risco de uma instituição financeira pequena não conseguir honrar com os pagamentos acordados na LCI, seja por falência ou por problemas relacionados à carteira de crédito.
Outra dica dos especialistas é que se o investidor precisar do dinheiro antes da data do vencimento, pode ter problemas de liquidez e perder dinheiro na troca do papel por dinheiro. Ninguém recomenda liquidar o investimento antes da data de vencimento.
Outro ponto importante para o investidor levar em consideração é o tempo necessário para o FGC realizar os pagamentos no caso de ocorrência de liquidação de um emissor, pois, de acordo com as normas do Banco Central, o pagamento dos créditos relativos aos instrumentos financeiros garantidos pode ser iniciado em até 30 dias após o recebimento das informações fornecidas pelo representante legal da instituição associada.
Assim, como não há remuneração da taxa contratada entre o prazo do evento de liquidação da instituição e o pagamento da garantia pelo FGC, a taxa efetiva final de recebimento ficará abaixo da contratada pelo investidor. Logo, nunca aplique em banco que não seja “banco grande demais para quebrar”!

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