Slider

Opinião

Política

Notícias

Economia

Esporte

» » » » Executivo da Odebrecht afirma em delação que Gilberto Kassab (PSD) recebeu R$ 14 milhões em propinas em 2013 e 2014

Gilberto Kassab (PSD), ex-prefeito de São Paulo e atual ministro da Ciência, Tecnologia e Comunicações, foi acusado de receber R$ 14 milhões em caixa dois da Odebrecht em 2013 e 2014. A afirmação é do acordo de delação premiada de Paulo Cesena, que até mês passado era presidente da Odebrecht Transport. O secretário do Programa de Parceria de Investimentos, Moreira Franco (PMDB), um dos políticos mais próximos de Michel Temer, também é acusado por Cesena de, em 2014, ter recebido R$ 4 milhões da Transport. A empresa é o braço da Odebrecht para o setor de transportes. O ex-deputado preso Eduardo Cunha (PMDB) também é citado na delação, por ter recebido R$ 4,6 milhões.
As informações são de O Globo.
"Kassab, Moreira e Cunha são citados no começo do anexo, que trata dos pagamentos indevidos a agentes públicos pela empresa. Cesena afirma que, em 2014, foi informado por Benedicto Júnior, presidente da Construtora Noberto Odebrecht, de que a Transport entraria no rateio interno da companhia para custear campanhas políticas. Cesena, na Odebrecht desde 1998, era o presidente da Transport.
“Sobre Gilberto Kassab, Benedicto Junior me informou que fez, em 2013 e 2014, pagamentos no valor de aproximadamente R$ 14 milhões, sob o argumento de que seria para apoiá-lo nas eleições ao Senado em 2014 e nas campanhas do PSD”, afirmou Cesena à Lava-Jato.
Os pagamentos, de acordo com o executivo, ocorreram pela “proeminência” de Kassab em São Paulo, estado em que estava a parcela mais significativa do faturamento da empresa. Os valores repassados a Kassab teriam sido associados ao apelido “Projeto”. No ato de assinatura da delação, o advogado de Cesena entregou planilhas do Setor de Operações Estruturadas — uma espécie de departamento da propina criado pela Odebrecht para organizar repasses a políticos.
Não há declaração ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de nenhum recurso do grupo na prestação de contas de campanha de Kassab em 2014 — o que pode apontar que, se a doação de fato ocorreu, não foi por meio do caixa oficial." (Com o 247)

«
Next
Postagem mais recente
»
Previous
Postagem mais antiga

Nenhum comentário:

Leave a Reply