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A Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) enviou ofício nesta terça-feira ao Governo Federal, à Polícia Federal, ao Ministério Público Federal e aos ministério da Justiça e das Relações Exteriores pedindo que a Operação Lava Jato seja investigada.
 
A FNP argumenta que a operação que apura desvios na Petrobras “parece que paralisou seus trabalhos no que concerne a gestão de Pedro Parente” na estatal, dizendo que denúncias relacionadas ao governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso não foram investigadas. 
 
O documento fala em “omissão” da operação em relação a Pedro Parente. Atual presidente da estatal, Parente também ocupou três ministérios durante a gestão FHC e foi  integrante Conselho de Administração da Petrobrás, sendo que respondeu a processos criminais de sindicatos de trabalhadores.
 
Leia o ofício na íntegra abaixo: 
 
Enviado por Emanuel Cancella
 
Ofício da Federação Nacional dos Petroleiros – FNP
 
Ao Governo Federal
C/C Ministério da Justiça
C/C Ministério das Relações Exteriores
C/C ao MPF
C/C Polícia Federal
 
Assunto: Pedido de investigação da Lava Jato na Petrobrás
 
Prezada(o)s senhora(e)s,
 
A Operação Lava Jato fez uma investigação na Petrobrás que já dura mais de dois anos. Diretores e gerentes da companhia foram presos e parte do dinheiro roubado, resgatado. A sociedade aplaudiu essas ações, embora desejosa de se passar a limpo em tudo e no país inteiro.
 
O problema é que a Operação Lava Jato parece que paralisou seus trabalhos no que concerne uma investigação sobre a atuação de Pedro Parente como presidente do Conselho Administrativo da Petrobrás, no período FHC.
 
 A sociedade estranha tal paralisação pois, apesar de inúmeras delações na Lava Jato envolvendo o governo de Fernando Henrique, o ex-presidente não foi investigado. FHC confessou e registrou em seu livro, “Diários da Presidência”, a existência de corrupção na Petrobrás durante o seu governo na Petrobrás.
 
Todavia, soa mais estranho tal omissão em relação a Pedro Parente, considerando que o mesmo, além de ter sido indicado pelo PSDB, ocupou três ministérios no governo tucano, inclusive foi apelidado de ministro do apagão. Foi também do Conselho de Administração da Petrobrás, tendo respondido a processos criminais de sindicatos de trabalhadores.
 
O juiz Sérgio Moro chegou a revelar, na imprensa, que tem um acordo com o governo estadunidense sobre a Petrobrás, porém, não iria revelar o conteúdo. Já que o juiz Moro não fala sobre o acordo com os EUA era importante ouvir o governo federal, e os ministérios envolvidos.
 
Segundo a Revista Exame, Pedro Parente foi consultor externo do Fundo Monetário Internacional (FMI) e hoje, ele é presidente do conselho administrativo da holding Grupo ABC e está no conselho da RBS e da BMF&Bovespa.
 
Pedro Parente está realizando um verdadeiro feirão com os ativos da Petrobrás, vendendo quase tudo sem licitação e a preços vis.
 
Na venda do importante Campo de Carcará, da província do pré-sal, o preço do barril ali existente foi equivalente ao de um refrigerante, quando o preço no mercado internacional, cotado em 19 de dezembro de 2016 em US$ 55,59 o barril.
 
Parente também vendeu a Liquigás Distribuidora S/A – Gás de Cozinha e Gás a Granel (GLP).
 
Na região Sudeste, vamos agora ter que pagar para transportar nossos derivados de petróleo, porque toda a malha de dutos mais rica foi torrada na bacia das almas.
 
Está negociando parte das refinarias, o filé mignon da indústria de petróleo. Ele retirou da Petrobrás setores altamente estratégicos e de geração de mão de obra qualificada, como os setores de gás, biocombustíveis, petroquímico e fertilizantes.
 
E não tem fim a sanha entreguista e o apetite do Parente por negócios capitalistas, dentro e à frente da Petrobrás, uma empresa que nasceu para ser a redenção econômica do Brasil, fruto do desejo popular de sociedade civil e militar organizada. Ele teve a cara de pau de anunciar a venda da BR, o caixa da Petrobrás.
 
Os negócios de Parente são tão suspeitos que o TCU mandou suspender a venda de ativos.
 

Os petroleiros e a sociedade cobram uma ação urgente e eficaz de investigação, apuração e punição, da Lava Jato, na gestão de Pedro Parente na Petrobrás. 

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