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» » » » » Presidente do banco Goldman Sachs afirma, corretamente, que Sérgio Moro quebrou o Brasil


Reproduzo trechos da entrevista que Alexa Salomão e Alexandre Calais, do Estadão, fizeram com Paulo Leme, presidente do banco Goldman Sachs (um dos gigantes de Wall Street!) no Brasil.

Leme já tinha dito que o grau de insolvência das empresas brasileiras é assustador, numa outra entrevista ao Estado.

Enquanto o Brasil discute o Manual de Operações (inconstitucionais) dos Torquemadas, as "Dez medidas" do Moro e dos dallagnóis - que não passam de marketing, segundo o Aragão - , a Economia afunda com as empreiteiras e a acelerada dilapidação da Petrobras.

Metade do Investimento do Brasil - segundo Leme - vem desse núcleo "Petrobras - empresas de engenharia".

Que o Moro destruiu, passo a passo, meticulosamente, entre uma ida e outra a Washington.
E ninguém se mexe para reconstruir.
(...)​


O fato é que foram feitas avaliações exageradamente otimistas de crescimento e elas estão se frustrando, mas é porque o diagnóstico estava errado desde o princípio. As projeções de crescimento estão sendo reduzidas porque estão entendendo que a economia real, a parte relativa ao setor privado e às empresas, estava numa condição mais difícil do que se imaginava. A outra questão é que há muito mais um choque exógeno do que endógeno, por assim dizer. O efeito Trump, por exemplo (eleição de Donald Trump à presidência dos EUA e suas consequências para os emergentes). 

O sr. está dizendo que foi feito um diagnóstico precipitado em relação à retomada do crescimento?

Não foi precipitado. O diagnóstico de consenso, na minha opinião, estava errado. Ignoraram o motor fundamental: o investimento do setor privado. O quadro atual não permite a recuperação do consumo privado. As famílias têm de se ajustar, porque estão muito endividadas, o salário real está caindo e o desemprego, aumentando. Espero que o governo esteja se ajustando, então, não é com despesa do governo que o crescimento virá. As exportações já tiveram um ajuste importante, crescimento de 6% em volume, e as importações continuam caindo em termos de volume. Mas o setor externo tem participação pequena como porcentagem do PIB. Para sairmos de um PIB de -3,5% para um de 0,5% ou 1%, precisamos de taxas de investimento privado com alta de 15% a 20%. Mas as condições financeiras das empresas estão em outro ciclo.

Que ciclo seria?

O ciclo tardio de um excesso de alavancagem. As empresas – e a aí se incluem empresas do setor privado, estatais e mistas – estão sobre-endividadas. A dívida corporativa brasileira chega a R$ 3,6 trilhões – 22% maior que toda a dívida doméstica e externa do Tesouro Nacional.

​(...)

Você precisa atuar em três grandes áreas. Primeiro, evitar a deterioração do que já está ruim. Estou falando do complexo óleo e gás, do setor de energia, da parte que está envolvida na Lava Jato. Isso é muito importante. Quando a gente olha, na economia brasileira, 50 anos de formação bruta de capital fixo (indicador que mede a capacidade produtiva), vê que metade vem de empreiteiras, vem do setor da construção. É preciso uma coordenação entre a área econômica e a jurídica do governo para resolver o problema dessas empresas. 

O sr. pode explicar melhor isso? 

Precisamos de uma espécie de ‘fast track’ (em inglês, uma via rápida) para penalizar legal ou financeiramente quem for considerado culpado de irregularidades, mas dentro de um processo mais rápido. Isso é importante para que as empresas não continuem quebrando, para que o cenário não continue se deteriorando, para que as sobreviventes possam ter condições de investir. A segunda parte é ter uma coordenação entre equipe econômica e Banco Central para acelerar a desalavancagem das empresas. Existem dois tipos de dívida, a interna e a externa. Para a dívida interna, você pode fazer fundos estruturados, os Fidcs (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios, também conhecidos como Fundos de Recebíveis) para trocar a dívida velha por nova, em condições melhores para os credores. 

Mas há interesse por esse produto?

Acho que sim. Vou fazer uma ressalva: aqui não tem almoço grátis. Se não conseguir condições melhores para as dívidas, nem que seja isenção tributária, fica mais difícil. Esse instrumento é muito comum em finanças corporativas. É parecido com o conceito dos ‘Brady bonds’ (a troca de títulos públicos dentro do Plano Brady, que reestruturou a dívida de países da América Latina com bancos comerciais nos anos 80). Como ele, você pode reduzir o estoque da dívida e o serviço – o que é muito importante no caso da dívida interna, uma vez que 25% dela está atrelada à Selic (a taxa básica de juros, hoje em 14%). Você também pode fazer algo parecido com a dívida externa das empresas. Vou explicar de outro jeito: vamos supor que o Brasil decida crescer 4%. Quanto custa isso? O Brasil precisa sair de um PIB negativo de 3,5% e ir a um PIB de 1%. Quanto custa isso em termo de investimentos? Custa entre US$ 40 bilhões e US$ 50 bilhões. Bom, como o Brasil não tem poupança doméstica, você precisa de capital externo. Só para você ter uma ideia, essa cifra que eu falei é sete, oito vezes maior que a entrada atual de capital pelo balanço de pagamento.

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4 comentários:

  1. Reflita:

    ================================
    Títulos Publicitários. COMUNICAÇÃO
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    A PILATRAGEM ESTÁ ATÉ EM FRASES: tipo «Pronatec»…

    Você já viu PRONATEC fazer alguma coisa de brilhante na história brasileira nos últimos anos, como AS ESCOLAS TÉCNICAS O FAZEM NA Alemanha???? (Se viu…, ¡poste aqui imediatamente!).

    Pois é… PURA PROPAGANDA ideológica da esquerdalha, em frases ou títulos [“Pronatec” é um tí-tu-lo].

    Pronatec é a propaganda mais picareta na história da publicidade brasileira (pior que: «Danoninho vale por um bifinho». Pronatec fica em 1º de picaretagem petista]. Picaretaço.

    Bom… Eis:


    SUI-GENERIS:
    Cabeças arejadíssimas e sui-generis são críticos do PT…
    Não é aquele papo repetitivo de Petistas, não… Confira e analise, para confirmar isso. Reflita.


    Eis:
    AS FRASINHAS DO PT:
    “casa grande e senzala; “burguesia”; «velha mídia»; “pobre viajando de avião”; «minha casa minha vida»; 20 milhões na Classe Média [rssssssss];


    “PRONATEC” (a maior picaretagem do planeta!); “não vai ter golpe” substituído agora por outra frasinha de efeito, e de caso pensado: “fora Temer”; “coxinha”; a picaretagem máxima de rir: “fascista” (inflação total do conceito!);
    “luz para todos”; “Coração Valente” e o clássico: “Nunca na história desse país”…, do Lula.

    Bom:
    Muito do Lixo cultural atual no Brasil vem da Narrativa do PETISMO populista. Pelo contrário, Weffort foi um erudito como Ministro da Cultura da era Fernando Henrique...

    E quanto a Rede Globo, na divulgação da breguice, baranguice, o cafona e o Kitsch:

    O PT é a Rede Globo; a Rede Globo é o PT.

    ==================================
    PRONATEC é uma picaretagem Dilmanta
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    Respostas
    1. As Fatecs de São Paulo seria a mesma lógica, ou sendo de partidos da direita é vista de forma diferente. O Ruim desse debate anti-petista é a impossibilidade de uma discussão minimamente científico e racional.

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. Para quem leu as teorias do caos sabe que esse processo é um ataque letal contra a soberania nacional para quebrar as pernas de um aparato econômico que dava sustentação a um processo de autonomização da nossa economia. Por os manuais de intervenções da Cia e associados estão sendo usados claramente, o que nos estarrece é a letargia das forças democráticas nacionais, que não se levanta em um grande movimento de massas para barrar essa aberração anti nacional de direita e extrema-direita nazifascista.

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