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» » » » Para o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), a disputa em 2018 deverá ser entre a direita e a extrema direita

Na reta final de seu mandato, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), fez um balanço da situação política no Brasil e reconhecer que a esquerda nunca viveu um momento tão adverso no país. Na opinião do petista, a polarização da política brasileira nos próximos anos será entre a direita e a extrema direita. Haddad disse, em entrevista à Folha de S.Paulo, vai se dedicar "reorganizar a vida", mas sem deixar o debate nacional" quando deixar o cargo.
Sobre uma eventual disputa à Presidência em 2018, Haddad foi evasivo e disse não pensar agora nas eleições, no entanto fez algumas apostas sobre o pleito.
"A chance de o PT manter a hegemonia na esquerda é difícil. Embora, mesmo muito machucado, ele ainda seja maior do que quase a soma de todos os outros [partidos de esquerda] reunidos. Vamos ver o que ocorre até 2018, em torno da candidatura do Ciro Gomes (PDT-CE), se o Lula vai ser impedido de disputar.
A tendência é que também aqui direita e extrema direita sejam o polo das próximas disputas. O desafio da esquerda é maior do que nunca. A gente nunca conviveu com uma situação tão adversa."
"Dilma acreditava realmente que essa crise era temporária [de 2013]. E os ajustes que a economia precisava foram sendo adiados. Quando se confirma o diagnóstico contrário, ela dá um cavalo de pau. Imaginando que em 2018 a economia voltaria a crescer.
E dá tudo errado.
Dar um cavalo de pau pressupõe que você tem base parlamentar. Ela não tinha. A popular, perdeu. A classe média tradicional ganhou as ruas e aí nós promovemos algo que não está na Constituição: o tal do impeachment sem crime de responsabilidade.
O que foi esse casuísmo? A Constituição prevê a intervenção do Estado no município, do governo federal no Estado, mas não a do Congresso no executivo. Pois foi exatamente o que aconteceu.
E o que nós temos hoje é um governo de intervenção, com os seus atos institucionais. A PEC 241/55 [do teto de gastos] é o ato institucional número 1 do novo regime.
O pressuposto é o seguinte: qualquer aumento quantitativo dos serviços públicos, qualquer melhora qualitativa, e o enfrentamento da questão demográfica, do envelhecimento da população, vão ter que ser enfrentados com o aumento de produtividade do serviço público.
A conta não vai fechar." (Com o 247)

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