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» » » » O senador Ciro Nogueira (PP) é denunciado pela Lava Jato ao Supremo

A Procuradoria-Geral da República denunciou o senador Ciro Nogueira (PP) ao Supremo Tribunal Federal, nesta quarta-feira (16), acusado de receber R$ 2 milhões de propina da UTC Engenharia, em troca de facilitar obras relacionadas ao estado do Piauí junto ao Ministério das Cidades.
 
Nogueira e outros quatro investigados foram denunciados por corrupção passiva e lavagem de dinheiro a nível da Operação Lava Jato. A peça encaminhada ao Supremo será analisada pelo ministro relator Teori Zavascki.
 
A denúncia tem como base a delação premiada de Ricardo Pessoa, dono da UTC e um dos denunciados, além dos depoimentos de Walmir Pinheiro, ex-diretor da companhia. Os relatos deram conta de que Ciro atuou para favorecer a empreiteira em 2014 em contratos de obras públicas.
 
O parlamentar teria recebido R$ 1,4 milhão em dinheiro vivo, transportados de São Paulo até as mãos do senador em Brasília, e mais R$ 475 mil teriam sido repassados por meio de um escritório de advocacia. Á época, Nogueira disputava a eleição e cobrava agilidade nos repasses.
 
Mas o avanço da Lava Jato teria interferido na última remessa, de cerca de R$ 250 mil, que estava programada para novembro de 2014, mas não foi efetivada porque Ricardo Pessoa, dono da UTC, foi preso na sétima fase da Operação, além da realização de uma auditoria externa na companhia iniciada à época. Em julho do ano passado, a casa do senador chegou a ser alvo de busca em apreensão dos investigadores. 
 
No depoimento, Pessoa narrou que foi procurado por Nogueira em 2013, quando o parlamentar era ministro das Cidades do governo Dilma Rousseff e pediu ao dono da UTC a quantia de R$ 2 milhões para campanha do próximo ano. Em troca, ajudaria a empreiteira em contratos com o Ministério, no Piauí.
 
O advogado do senador, Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, afirmou que a denúncia é "supreendentemente falha", porque comprova na própria peça que o parlamentar nunca teve contato com o dono do escritório de advocacia e que seria natural que Nogueira, como então presidente do PP, procurasse empresários para pedir doações eleitorais, sendo todas declaradas e legais. (Do GGN)
 
Leia a íntegra da denúncia:
 

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