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» » » » O ministro Gilmar Mendes insinua que a Dilma Rousseff é a responsável por corrupção nas contas de Michel Temer

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, reavivou a tentativa de separação da responsabilidade de Michel Temer nas irregularidades da campanha da chapa de 2014, disputada com a então presidente Dilma Rousseff. Nesta quarta-feira (16), Gilmar afirmou que o TSE buscará saber se "a responsabilidade eventualmente atribuída a presidente seria também de ser compartilhada pelo vice".
 
O anúncio é mais um passo nas estratégias elaboradas pelo próprio alvo da possível cassação, Michel Temer, de ver o seu mandato encurtado com a criminalização das contas de campanha, diante das delações a andamento das investigações da Lava Jato, agora a nível da Corte eleitoral.
 
Os advogados de Dilma apresentaram ao Tribunal que, se a sua campanha contou com recursos de desvios da Petrobras, parte dela veio pelas contas de Michel Temer.
 
Isso porque os advogados comprovaram que R$ 1 milhão doado pela Andrade Gutierrez, que segundo o delator Otávio Azevedo, ex-presidente da empreiteira, disse que a Andrade repassou a quantia como pagamento de contratos assinados com o governo, entre eles a construção da Usina de Belo Monte, no Pará.
 
O depoimento prestado em São Paulo por Otávio foi ouvido pelo próprio relator do processo, o ministro Herman Benjamin do TSE, e contradizia, em parte, os documentos apresentados posteriormente por Dilma. A defesa de Dilma Rousseff recorreu aos comprovantes das transações e mostrou ao TSE que o montante entrou no caixa de Temer. 
 
Para seguir a estratégia iniciada neste ano, em articulações junto a ministros do TSE  para separar as responsabilizações de Dilma e de Temer, Gilmar teve que dar duas alegações opostas e contraditórias entre si.
 
Se, para sustentar que ambos poderiam ter culpas diferentes em um mesmo processo, Gilmar afirmou que o TSE irá verificar se a responsabilidade atribuída a um é a mesma da atribuída ao outro - abrindo a possibilidade para a separação, por outro, ao argumento dos advogados de Dilma de que o montante teria vindo do peemedebista, respondeu que "a campanha presidencial é feita em conjunto".
 
"Na verdade, a campanha presidencial é feita em conjunto. Quem lidera a campanha é o candidato a presidente que faz a captação e claro que há recursos que são transferidos para a campanha do vice-presidente. Não é essa a questão que será discutida no TSE", disse.
 
Em seguida, mesmo que sem relatar os processos de cassação contra a chapa - competência esta de Herman Benjamin, afirmou que a corrupção poderia ser de responsabilidade do lado petista, no caso Dilma Rousseff, ainda que esses recursos tenham entrado pelas contas do peemedebista, Michel Temer.
 

"É que se a responsabilidade eventualmente atribuída à presidente seria também de ser compartilhada pelo vice. Porque claro que recursos da campanha da candidata a presidente foram utilizados na campanha do vice, isso é bastante claro e nem poderia ser de outra maneira. Até porque a campanha é uma única campanha, ninguém vota para presidente e vice presidente de forma independente. Portanto, a campanha é única embora eles possam estar em lugares separados e terem eventos autônomos. Mas é claro que os recursos são captados em nome da candidatura à presidência", concluiu. (Do GGN)

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