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» » » » Colunista da Folha de São Paulo diz que somente o Michel Temer não viu o tráfego de influência de Geddel Vieira

Mesmo na imprensa conservadora, que apoiou o golpe parlamentar de 2016 e a conspiração política que levou Michel Temer ao poder, pegou muito mal a falta de reação do Palácio do Planalto ao crime de advocacia administrativa cometido por Geddel Vieira Lima, que usou o cargo para defender seus próprios interesses, na liberação de um espigão em Salvador, onde ele tem um imóvel de R$ 2,4 milhões.
Quem bateu duro em Temer foi a jornalista Vera Magalhães, colunista de política do Estado de S. Paulo. "Parafraseando Chico Buarque, o tempo passou na janela, e só Temer e seus aliados não viram. No Brasil pós-Lava Jato, vai-se mostrando impossível conviver com tráfico de influência explícito, como o praticado por Geddel", escreveu.
"Temer parece alheio ao trem da história: mesmo no fim da semana, os assessores mais próximos do presidente garantiam que Geddel não fez nada demais, e fica onde está", pontuou.
Como se sabe, Geddel se envolveu em um tema que não lhe diz respeito e pressionou Marcelo Calero, ex-ministro da Cultura, a liberar uma obra que, segundo técnicos do Iphan, agride o patrimônio histórico de Salvador.
Para o ex-ministro da Cultura, Juca Ferreira, Geddel pode ter ganho sua unidade no empreendimento como uma retribuição por serviços prestados. (Com o 247)

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