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» » » » A carta de Sérgio Moro para a Folha de São Paulo e a comparação com o Joaquim Barbosa

Por Paulo Nogueira, do DCM
A notícia do dia, do mês, da semana é a carta que Moro enviou à Folha para se queixar de um artigo que o criticava.
É coisa do Dia das Crianças. Moro se comportou como uma criança contrariada.
O texto, do cientista Rogério Cesar de Cerqueira Leite, não traz nada que sites independentes não publiquem regularmente. O que doeu em Temer foi vê-lo na Folha. Mais ainda, incomodou-o saber que Cerqueira Leite é integrante do Conselho Editorial da Folha.
O articulista centrou-se no seguinte: uma vez que Moro tenha cumprido seu pepel perante a plutocracia — essencialmente liquidar o PT — será descartado. Não foi dito no texto, mas o destino será parecido com o de Eduardo Cunha.
A carta mostra que Moro vive num universo paralelo, numa terra da fantasia, onde todos o idolatram e aprovam cegamente.
A realidade é bem mais dura. Moro é amplamente rejeitado pelas forças progressistas. Vamos deixar claro: não são apenas os petistas que o abominam.
Não é exagero dizer que Moro é uma das pessoas mais detestadas do Brasil. Apenas, isso é cuidadosamente escondido pela imprensa, à qual interessa manter a imagem de super-heroi, assim como fez no passado com Joaquim Barbosa.
Quem se lembra de Barbosa? Chegou a ser máscara de Carnaval, e hoje é inteiramente desprezado. Os mesmos jornalistas que corriam desvairadamente atrás de suas catilinárias anti-Lula agora mudam de calçada caso o vejam.
Um detalhe curioso do caso é que Moro deixou claro que se impressionou pelo fato de Cerqueira Leite ser do Conselho da Folha. Aí se revela sua ignorância sobre o funcionamento das empresas jornalísticas. Conselhos Editoriais são inoperantes. Não decidem nada, não mudam nada. Os conselheiros reúnem-se raramente por motivos muito mais sociais que editoriais. Todas as questões realmente relevantes são decididas pelos donos, pelos barões. Moro certamente esteve mais vezes com Otávio Frias, o dono do jornal, do que Cerqueira Leite ou qualquer outro conselheiro.
Moro demonstrou que não se interessa por opiniões diferentes das trazidas pela Globo, ou Abril, ou pela própria Folha — descontado o ponto fora da curva de Cerqueira Leite.
Ele teria uma visão menos ufanista de si próprio, e da Lava Jato, se enriquecesse suas leituras para além da Veja, do Globo, Estadão etc etc.
O imperador Júlio César empregava um romano para gritar para ele “careca, careca” no meio da multidão que o adorava. Era um meio de não esquecer sua humanidade.
Moro talvez pudesse pensar em algo parecido.

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