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» » » Quando a tarde vem é a hora mais aflita, mais negra e mais esquisita para quem recorda de alguém

Quem nunca escutou vento conversar com a folha morta
Entrar nas brechas da porta sutil pesaroso e lento
No mais tocante momento trazer a suavidade
Do bosque da solidade não sabe quanto padece 
Quem se debruça na prece de uma tarde de saudade

Pessoa nenhuma aguenta chamar por que quem não responde
Na tarde que o sol se esconde  por trás da nuvem cinzenta
A saudade representa o monstro da solidão
Que na forma de dragão devora o peito do pobre
Que morre mas não descobre quem roubou o seu coração

Perde toda paciência sentindo os anos avanços
Sufocado nos balanços na tempestade da ausência
Na mais suave eloquência o seu doce nome eu chamava
Naquilo o sol se ocultava e quanto mais ele descia,
Mas o meu coração doía, mais a saudade aumentava

Pensei na imagem sua caminhando em lentos passos
Para delirar nos braços da noite clara de lua
Atraente seminua como uma flor no jardim
Nessa solidão sem fim suspirei entre os gritos
Com seus cabelos bonitos caindo em cima de mim

Humildemente frustrado chamei por ti toda tarde
Chorando como um covarde que ama sem ser amado
Olhando o mato azulado a face do céu tomando
A noite se aproximando e o sol por detrás da serra
Beijando a boca da terra parecendo eu te beijando

Em todo recanto eu via a melancolia válida
Beijando na face pálida da tua fotografia
Assim é que a noite e o dia eu recordava meu bem
Porque quando a tarde vem é a hora mais aflita
Mais negra, mais esquisita para quem recorda de alguém

A tarde para quem gosta de quem gosta ver o vulto
Mandando um recado oculto sem receber a resposta
Por dento a saudade tosta por dentro o semblante diz
Ninguém quer ser seu juiz só tem por ele a distância
Matizado na ânsia da solidão infeliz

O poder do amor ausente o beijo de quem não veio
É desencontro que creio que só que ama é quem sente
A chama do amor latente queima quem tem amizade
Que essa infelicidade que o infeliz ameaça
Só quem conhece é quem passa uma tarde de saudade (De Pedro Bandeira)

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