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» » » » O senador Lindbergh Farias pede que o mesmo vigor da Lava Jato com o PT seja aplicado ao PSDB e ao Eduardo Cunha

O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) criticou em sua conta no Twitter nesta quinta-feira 22, quando foi preso o ex-ministro Guido Mantega, a parcialidade da Operação Lava Jato contra o PT.
"Tucanos citados inúmeras vezes sequer são investigados. Cunha segue solto. Mantega, citado em uma delação, é preso com a mulher no hospital", postou Lindbergh.
Mantega acompanhava a esposa, que fez tratamento contra um câncer, em uma cirurgia no Hospital Albert Einsten, na capital paulista. O ex-ministro acompanhou a equipe da Polícia Federal até seu apartamento, onde foram realizadas buscas, e seguiu para a sede da PF, de onde será levado para Curitiba.
"Procurador reconhece: pediu prisão preventiva, 'ganhou' o direito de prender Mantega temporariamente. É um jogo de tentativa e erro. Objetivamente, Mantega foi preso para 'averiguação'. Ação muito comum em ditaduras. E segue a farsa 'organização criminosa' sem provas", postou ainda Lindbergh.
O senador disse também que a "Lava Jato funcionou contra o PT antes do impeachment. Tirou férias após o golpe, e volta seu foco pro PT às vésperas das eleições". "A operação de hoje tem um objetivo claro: criar agenda anti-esquerda na reta final das eleições. Devia se chamar Operação BOCA DE URNA", protestou. (Com o 247)
Lindbergh também divulgou uma nota como líder da oposição no Senado. Leia a íntegra:
NOTA: Prisão do ex-Ministro Guido Mantega
A prisão do ex-Ministro Guido Mantega constitui mais uma prova do esquema de ilegalidade e de propaganda política que caracteriza a Operação Lava Jato.
Os principais objetivos da campanha judicial, policial e midiática da Lava Jato, operação desencadeada e coordenada pelo Juiz Sergio Moro e pelos procuradores de Curitiba são: criminalizar o Presidente Lula, impedir que seja ele candidato a presidente nas eleições de 2018, desmoralizar o PT, caracterizá-lo como partido corrupto e destruí-lo como força política.
O ex-Ministro Guido Mantega foi preso no Hospital Albert Einstein no momento em que sua esposa iria iniciar uma cirurgia de caráter grave.
Mantega nunca se recusou a prestar esclarecimentos à Justiça, não se encontrava foragido da Justiça nem pretendia se colocar fora do alcance da Justiça.
Sua prisão em ambiente público, com aviso prévio aos meios de comunicação, sem necessidade, baseada em uma hipótese, ocorre no momento em que se desenrola a campanha eleitoral e demonstra o objetivo de criar comoção midiática e influir sobre as eleições.
O pedido de prisão teria sido feito em julho a Sergio Moro, que autorizou em agosto e, convenientemente, somente agora foi efetuada.
As circunstâncias da prisão procuram caracterizar Guido Mantega, ex-Ministro do PT nos Governos Lula e Dilma, como indivíduo de alta periculosidade que teria o intuito e a capacidade de resistir ao mandado de prisão e que já seria culpado.
Os juristas e advogados brasileiros, assim como as lideranças e organizações sociais têm a obrigação de se pronunciar e de se organizar para enfrentar as reiteradas infrações à Lei cometidas por Procuradores Federais, por delegados da Polícia Federal e por Juízes, por ação ou omissão, contra os princípios básicos do Estado de Direito, da democracia e dos direitos individuais de todos os brasileiros.
*Senador Lindbergh Farias
Líder da Oposição no Senado Federal*

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