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» » » » O Ministério Público Federal diz que Lula era o comandante máximo do esquema de corrupção. Pode acreditar nisso?

A força-tarefa da Operação Lava Jato detalha em coletiva de imprensa a denúncia feita contra Lula e outros sete investigados por conta da reforma de um apartamento no Guarujá, litoral paulista.

Segundo o procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da investigação, os investigadores chegaram "ao topo da organização criminosa" com a denúncia apresentada hoje. "Chegamos ao comandante máximo do esquema de corrupção identificado na Lava Jato, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva".

Deltan disse que o MP não julga "quem Lula foi", "sua ideologia" ou "o que ele fez pelos brasileiros". "O que o MPF faz aqui é imputar a ele a responsabilidade por crimes de corrupção e lavagem de dinheiro em um contexto específico", afirmou.

O procurador declarou que "os dados nos fazem concluir, sem deixar qualquer sombra de dúvidas, que Lula foi o comandante do esquema criminoso descoberto pela Lava Jato". Ele atribuiu ainda ao ex-presidente o papel de "o grande general" e "peça central" no esquema de corrupção da Petrobras.

O procurador disse que o esquema criminoso tinha que ser comandado por alguém que tinha poder no governo e no partido. Outros líderes partidários, segundo ele, não tinham esse poder. "Lula era o elo comum e necessário entre o esquema partidário e o esquema de governo". (Com o 
247)

Leia mais na reportagem da Agência Brasil:
Lula comandava esquema de corrupção identificado na Lava Jato, diz procurador
Daniel Isaia – O procurador da República Deltan Dallagnol afirmou hoje (14) que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva era o "comandante máximo do esquema de corrupção identificado na [Operação] Lava Jato".
Dallagnol fez a declaração durante entrevista coletiva em que a força-tarefa do Ministério Público Federal (MPF) responsável pela operação, detalhou a denúncia que envolve Lula, a esposa dele, Marisa Letícia, e mais seis pessoas.
O ex-presidente foi denunciado à Justiça Federal por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, crimes cujas penas, somadas, podem chegar a 32 anos e seis meses de prisão.
Segundo os procuradores, Lula recebeu vantagens indevidas das empresas envolvidas no esquema de corrupção da Petrobras, como a compra de um apartamento tríplex em Guarujá, no litoral paulista, a reforma e decoração do imóvel, além de contratos milionários para armazenamento de bens pessoais. Essas vantagens, somadas, totalizariam mais de R$ 3,7 milhões.
Dallagnol ressaltou que a corrupção identificada nas investigações é sistêmica e envolve diversos governos e partidos. De acordo com o procurador, existe uma "propinocracia" em curso no Brasil, no qual os poderes Executivo e Legislativo trocam favores, nomeações políticas e cargos, para obter "governabilidade corrompida, perpetuação criminosa no poder e enriquecimento ilícito".
Para Dallagnhol, o sistema é bancado por cartéis de empresas que se aproveitam do esquema para garantir a assinatura de contratos milionários com o Poder Público.
Segundo a denúncia do MPF, existem 14 evidências de que Lula é o chefe do esquema de corrupção. O trabalho da força-tarefa remete a outros escândalos de corrupção, como o do mensalão, esquema de pagamento de propina a parlamentares em troca de apoio ao governo, no primeiro mandato de Lula na Presidência da República.
"Mesmo depois da saída de José Dirceu [ministro-chefe da Casa Civil na época, 2005] e com a troca de tesoureiros no Partido dos Trabalhadores, o esquema prosseguiu através do petrolão. Isso demonstra que havia um vértice em comum, e esse vértice é o Lula", afirmou Dallagnol..
É a primeira vez que o ex-presidente é denunciado à Justiça Federal no âmbito da Lava Jato.
A denúncia inclui também o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, e o ex-presidente da OAS Léo Pinheiro, além dos ex-executivos da empreiteira Agenor Franklin Magalhães Medeiros, Paulo Roberto Valente Gordilho, Fábio Hori Yonamine e Roberto Moreira Ferreira.
A denúncia segue agora para a 13ª Vara Federal de Curitiba, para apreciação do juiz Sérgio Moro. Caso seja acatada pelo juiz, Lula, Marisa e os outros denunciados se tornarão réus na operação.

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