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» » » » O governo de Michel Temer nomeia autor de crime ambiental para a Superintendência do Ibama

Na última terça-feira (9), o ministro interino do Meio Ambiente, Sarney Filho, nomeou o advogado Luciolo Cunha Gomes para a Superintendência do Ibama em Tocantins. Ele vai substituir Flávio Luiz de Souza Silveira, biólogo e servidor de carreira exonerado pelo governo temporário.

A Associação Nacional de Servidores do Ibama registrou indignação com a mudança. Principalmente porque, em 2013, o advogado debochou do órgão ambiental no Facebook e disse que estava comendo um pernil de caititu, animal silvestre ameaçado de extinção. A caça e consumo da espécie é considerada crime ambiental, com pena prevista de seis meses a um ano de prisão, além de multa.

“Se o Ministério do Meio Ambiente é para defender o Meio Ambiente, (…) a pergunta que não quer calar é: como pode ser nomeado um infrator das normas para Superintendente?”, questionou a Associação.

Do Estadão
Por Luísa Martins
Nomeado pelo ministro Sarney Filho (Meio Ambiente) como superintendente do Ibama em Tocantins, Luciolo Cunha Gomes debochou do órgão nas redes sociais em 2013, quando relatou estar comendo um animal silvestre e com “medo” de ser flagrado.

No seu post, ele revela um crime ambiental cuja pena varia de 6 meses a um ano de prisão, além de multa: caçar e utilizar animais silvestres sem permissão das autoridades ambientais. Nos comentários da publicação, ele continua a fazer graça do Ibama ao dizer que “eles não sabem o endereço”.

“Se o Ministério do Meio Ambiente é para defender o Meio Ambiente, (…) a pergunta que não quer calar é: como pode ser nomeado um infrator das normas para Superintendente?”, questionou a Associação Nacional de Servidores do Ibama em sua página no Facebook.

A nomeação de Gomes, que é advogado, está no Diário Oficial da União de 9 de agosto. Ele substitui Flávio Luiz de Souza Silveira, biólogo e servidor de carreira, cuja exoneração consta na mesma publicação.


O ministro Sarney Filho afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não tinha conhecimento do post. Informou que irá apurar e, se considerar procedente, desfazer a nomeação. Depois de ter o post localizado pela Coluna do Estadão, Luciolo Cunha Gomes deletou sua conta no Facebook.

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