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» » » José Eduardo Cardozo: "O PT precisa, sem mudar de lado, repensar o seu posicionamento na democracia"

O ex-ministro da Justiça e advogado da presidente Dilma Rousseff no processo de impeachment, José Eduardo Cardozo, voltou a defender que o processo de afastamento definitivo seja denunciado "à comunidade brasileira e internacional para que se entenda o que está acontecendo no Brasil hoje: a destituição de uma presidenta legitimamente eleita através de meios ilegítimos".

Em seu depoimento no Senado, marcado para o próximo dia 29, Dilma "vai se comportar como a chefe de Estado, à altura de seu papel histórico". Ele também defendeu que PT faça uma reflexão e que, sem mudar de lado, repense o seu posicionamento na democracia", disse Cardozo em entrevista à AFP.

O ex-ministro também foi ao programa Roda Viva, da TV Cultura, na noite desta segunda-feira 22, onde defendeu que o PT faça uma reflexão e avalie seus próprios erros. "O PT tem um papel na história do Brasil que não pode ser desprezado. É muito importante que o PT faça uma reflexão, avalie os seus erros. O PT precisa, sem mudar de lado, repensar o seu posicionamento na democracia", disse.

Segundo ele, o PT está pagando o preço de ter sido o partido que, no poder, enfrentou a corrupção. "Quando um governo ousa enfrentar a corrupção, ele recebe diretamente o peso e o impacto de seu combate. Quando um governo não barra investigações, se não há engavetadores, como houve no passado, quando ele deixa a coisa fluir, cria leis, ele paga um preço por isso", observou.

Ele destacou, ainda, que o sistema político é o responsável pela corrupção, que não afeta apenas um ou outro partido. "Tenho vergonha do sistema político brasileiro. O sistema gera corrupção, os partidos entram no jogo e as pessoas caem no jogo. Ou nos conscientizamos que temos que mudar, ou iremos demonizar o partido A ou B, quando o demônio está nos sistema", afirmou.

Sobre o impeachment, o advogado observa que o processo "é jurídico-político, e a apreciação política exige a existência de certos pressupostos jurídicos, porque, se for puramente político, como está sendo, haverá uma ruptura institucional, um governo que nasce ilegítimo, uma democracia violentada. É fundamental que o discurso político se coloque na perspectiva de demonstrar a falta de provas das acusações e deixar claro que é uma decisão puramente política, que a Constituição brasileira não permite e o presidencialismo não aceita".


Ele ressaltou que caso o impeachment passe pelo Senado, a defesa poderá recorrer ao Judiciário para tentar reverter a decisão. "Se há uma lesão ao direito subjetivo da presidenta de exercer seu mandato, uma vez comprovado esse ilícito, o Poder Judiciário pode intervir. Não descartamos a possibilidade de recorrer ao Poder Judiciário a qualquer momento, inclusive depois da votação. O Supremo pode anular todo esse processo e, de fato, já deveria tê-lo anulado, porque há muitas irregularidades", afirmou.

Com o 247

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