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» » » É inacreditável como os juízes brasileiros zombam da sociedade “normal”, eles se consideram outra tipo de gente


Veja só o que as associações de todo o judiciário nacional pretendem conseguir na justiça – o direitos dos juízes condenados de receberem aposentadoria, proibido por lei.
Um dos beneficiados com o possível sucesso da ação da Ajufe, Anamatra e AMB, será o ex-juiz Nicolau dos Santos Neto, conhecido como Lalau e condenado por desviar cerca de R$ 170 milhões da construção do Fórum Trabalhista de São Paulo na década de 1990. Lalau merece receber aposentaria, inclusive as atrasadas, do período de prisão?
Com Temer no poder tudo é possível.
Leia o ótimo comentário do jornalista Fernando Brito:
Por Fernando Brito, editor do Tijolaço – Associações pedem que STF restaure aposentadoria de juízes condenados por crimes
Todos têm visto as associações de juízes defenderem penas mais duras para casos de corrupção, prisão de acusados antes do trânsito em julgado (o esgotamento dos recursos possíveis) e até protestando contra oLula ter pedido a supervisão de uma corte da ONU sobre a perseguição judicial que está sofrendo.
Mas certamente são poucos os que leram a matéria de ontem à tardinha, em O Globo, mostrando que a Ajufe (dos juízes federais, como Sérgio Moro), a Anamatra (dos Magistrados do Trabalho) e a AMB, que congrega todos os segmentos do Judiciário, ingressaram com uma ação para que sejam restabelecidas – inclusive com os atrasados – todas as aposentadorias de juízes que perderam o cargo por condenação criminal confirmada em instância final, único caso em que podem perdê-la.
Sim, é isso mesmo, as associações de juízes querem que, um juiz, condenado por vender sentenças, roubar, matar, transgredir a lei de forma a ser condenado criminalmente  fique fora da punição de perda de aposentadoria e que esta seja concedida nos mesmos moldes que já é, quando o afastamento é determinado  administrativamente pelo Conselho Nacional de Justiça ou pelas corregedorias dos tribunais é a aposentadoria compulsória, com vencimentos proporcionais ao tempo de serviço.
O argumento de suas excelências é que isso representaria ” o enriquecimento sem causa do Estado, que estaria se apropriando de dinheiro que deveria ir para os servidores”.
Então fica-se assim: um magistrado vende sentenças por milhões, é pego em flagrante, julgado, condenado, com todos os recursos possíveis, recebe uma pena e, junto com ela, o direito de ficar  aposentado com salários de R$ 20 mil ou mais.
E olhe que os magistrados entrarma com uma ação diferente  de outra que pretende o mesmo, porque resolveram pedir, se acolhido seu pedido, os valores retroativos a até 1993, 23 anos atrás.
Que bolada, hein!
Moralidade, vê-se, é algo aplicável aos outros, não à casta semidivina (semi?) da magistratura, que não pode ser tratada como a patuléia.

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