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» » » » Desvio de verba na Força Sindical, comandada pelo Deputado Paulinho da Força, o maior defensor de Eduardo Cunha e Michel Temer

Após receber R$ 1,6 milhão para realizar projetos de pesquisa e desenvolvimento de programas de auxílio a trabalhadores sem no entanto nada entregar, a Força Sindical foi condenada pelo TCU (Tribunal de Contas da União) a devolver a bufunfa ao Ministério do Trabalho. Já Paulo Pereira da Silva (SD-SP), presidente da entidade, saiu ileso. Mas bateu na trave. Por apenas um voto o deputado não foi multado.
O valor é atualizado pois os recebimentos são referentes a 2001 e 2002 e totalizaram R$ 950 mil na época. Com o pretexto de ajudar trabalhadores a obterem emprego pelos CAT (Centros de Apoio ao Trabalhador), a entidade sindical embolsou e nada investiu.
Para o ministro relator do processo, Marcos Bemquerer, “não houve comprovação de que o dinheiro tenha sido usado nas finalidades previstas no convênio do ministério com a central. Verificou-se, ainda, que o software entregue pela central continha base de dados vazia, ou seja, inservível para os propósitos do convênio.” Bonito, não?

A identidade de Paulo Pereira da Silva confunde-se com a da Força Sindical. Tanto que o deputado é conhecido como Paulinho da Força. Era seu presidente quando da tramoia. Não sabia de nada? Mas um único voto livrou-o. Se tivesse sido condenado individualmente, Paulinho da Força entraria para o time de inelegíveis pela Lei da Ficha Limpa e teria que pagar R$ 50 mil de multa.

Também apelidado como ‘Paulinho da Farsa’, Paulo Pereira da Silva foi um dos protagonistas do atual momento de ‘purificação nacional’ e travou cruzada pelo impeachment de Dilma. Participou ativamente daquelas marchas ‘contra a corrupção’, ‘contra a roubalheira’, e bla bla bla. Agora tem mais essa mancha em seu vasto currículo. O deputado tem ao menos dez pendências com a justiça, entre elas três condenações por improbidade.

Seu caso mais expressivo é a acusação de ter recebido R$ 325 mil em propina para intermediar um empréstimo de R$ 124 milhões do BNDES para a prefeitura de Praia Grande (SP). A Polícia Federal abriu uma investigação em 2008 e pegou Paulinho e o prefeito de Praia Grande com a boca na botija. Em gravações, o prefeito prometia repassar R$ 4 milhões à quadrilha em troca da aprovação do financiamento do BNDES à prefeitura. Para ilustrar bem o quadro, o prefeito Alberto Mourão era de um partido que também muito atuou pela queda de Dilma: o tucano PSDB. Surpreso?

Desde setembro de 2015 Paulinho da Força se tornou réu nesse caso pelo STF. A Procuradoria-Geral da República está pedindo a condenação do deputado por crimes contra o sistema financeiro, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

A Força Sindical é um palanque para Paulinho posar de defensor dos trabalhadores mas seu envolvimento em episódios escandalosos é incontornável. Naquele mesmo ano de 2008, um certo Washington era dono de uma casa de ‘entretenimento adulto’.

Em suas planilhas de acertos com as garotas que agenciava, alguns nomes sindicalizados também foram flagrados. A casa pagava ainda passagens aéreas e estadias em hotéis de luxo para um assessor de Paulinho. Todos se tornaram réus em processo instaurado pela Justiça Federal por formação de quadrilha, tráfico de pessoas e exploração de prostituição. Mas agora que o PT foi tirado o país está em boas mãos, não é mesmo?

Por Mauro Donato, no DCM

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