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A polícia usou bombas de efeito moral para reprimir protestos contra o interino Michel Temer e a Rio 2016 no fim da tarde desta sexta-feira. Um grupo de manifestantes carregava uma grande faixa preta que denunciava o que chamavam de "Jogos da exclusão", acusando as autoridades de investir na preparação Olímpica em detrimento de gastos em áreas como saúde e educação.
Leia, abaixo, reportagem da Reuters:
Por Pedro Fonseca
RIO DE JANEIRO (Reuters) - Um grupo contrário à realização dos Jogos Rio 2016 participa de um protesto pelas ruas do entorno do estádio do Maracanã nesta sexta-feira, sob forte vigilância da polícia, em uma manifestação realizada horas antes da cerimônia de abertura.
Houve confusão dentro de uma padaria, que foi danificada pela entrada de manifestantes e da polícia. Um homem foi detido no tumulto.
O esquema reforçado de segurança, devido à presença de dezenas de chefes de Estados e atletas do mundo inteiro, foi montado nas vias de acesso ao estádio, com a presença de homens das Forças Armadas portando fuzis.
Nos arredores do Maracanã, a uma distância de 15 minutos caminhando, manifestantes protestavam com cartazes e gritos de ordem contra os Jogos.
Um grupo de manifestantes carregava uma grande faixa preta que denunciava o que chamavam de "Jogos da exclusão", acusando as autoridades de investir na preparação Olímpica em detrimento de gastos em áreas como saúde e educação.
A Polícia Militar montou um cordão de isolamento com a cavalaria e os manifestantes não puderam avançar. Manifestantes pararam de avançar, por uns instantes, e havia representantes negociando com um oficial da polícia.
A professora Joana Souza, de 44 anos e moradora do bairro da Tijuca, levou seu próprio cartaz com a frase "Olimpíada bilionária e saúde precária".
"O povo tem que denunciar esse absurdo. Quarenta bilhões de reais na Olimpíada e não tem remédio no hospital nem professor nas escolas."
Ao mesmo tempo, havia na rua gente em defesa dos Jogos. "Sou a favor da Olimpíada, a união dos povos do mundo, vem um bando de pessoas e faz o oposto, guerra, pedra. O povo não está civilizado suficiente para ter um evento esportivo desse", disse a servidora pública Lúcia Santos, de 55 anos, moradora da Tijuca, bairro da zona norte do Rio onde está localizado o estádio.

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