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» » » » Se ocorresse um golpe contra o governo Temer como o da Turquia será que o povo iria para as ruas para defender o governo do PMDB?

Na noite de ontem, uma tentativa de golpe militar na Turquia foi derrotada por uma população que saiu às ruas em defesa da democracia. Haverá impactos sobre o Brasil, que desde 13 de maio deste ano tem um governo interino e uma presidente democraticamente eleita afastada?
Por mais difíceis que sejam as respostas, é possível prever ao menos dois efeitos. O primeiro deverá ocorrer nas ruas. Movimentos sociais que pretendiam realizar atos de "Fora Temer" durante a Rio 2016 deverão se sentir encorajados a se manifestar, depois das cenas vistas em cidades como Ancara e Istambul. Lá, o povo nas ruas derrotou um golpe militar. No Brasil, a mudança política foi mais sutil e o interino Michel Temer chegou ao poder por meio de um golpe parlamentar, liderado por Eduardo Cunha (PMDB-RJ), um dos políticos mais corruptos da história do País, e por políticos derrotados nas últimas eleições presidenciais.
O segundo efeito poderá ocorrer no plano internacional. Como o golpe turco foi explícito e violento, forçou uma rápida condenação internacional. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que até agora se mantém calado sobre o Brasil, até em razão dos interesses norte-americanos sobre o pré-sal, disse que todos devem respeitar o governo democraticamente eleito na Turquia. Mas, em algum momento, a comunidade internacional será instada a se pronunciar sobre o que ocorre no Brasil.
Nesta semana, senadores franceses, por exemplo, publicaram um manifesto no Le Monde em que condenaram o golpe parlamentar no Brasil e pediram respostas da comunidade internacional. Com as novas evidências de que a presidente democraticamente eleita Dilma Rousseff não cometeu crime de responsabilidade, como ficou demonstrado no pedido de arquivamento do Ministério Público Federal sobre as chamadas pedaladas fiscais, a reação internacional ao golpe parlamentar poderá crescer.
Enquanto isso, o interino Michel Temer chega à Rio 2016 sob o risco de vaias, de atentados terroristas e de grandes manifestações populares, num momento em que as atenções do mundo estarão voltadas para o Brasil. Nesse contexto, qualquer certeza ou aposta é absolutamente temerária.
Do 247

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