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» » » Rodrigo Maia confirma ato de Waldir Maranhão e mantém a decisão de anular a CPI da UNE

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), vai manter a decisão de seu antecessor, Waldir Maranhão (PP-MA), de anular a criação da CPI da UNE. Maia, no entanto, já reviu duas decisões de Maranhão e resolveu encurtar a vida das CPIs do Carf e da Funai e Incra

Maia foi um dos signatários da CPI da UNE, mas disse que não vai revogar o despacho de Maranhão sobre uma questão de ordem formulada pelo deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), seu aliado. Ao enterrar a CPI da UNE, Maranhão concordou com a tese de que não havia fato determinado para investigação. “Não vou fazer nada contra a decisão dele”, disse Maia.

As decisões de Maia estão atreladas a um acordo formulado nos bastidores entre os principais líderes da Casa para impedir que CPIs sejam instaladas na Casa com objetivos “obscuros”. “É preciso pacificar a Casa e romper com radicalismos. A lógica é acabar com CPIs para atender fins que não se sabem quais”, disse Orlando Silva.

Durante as articulações que culminaram na eleição de Maia chegou-se a comentar nos corredores que ele teria prometido ao PCdoB barrar a CPI em troca de votos. Maia e Orlando Silva negam o acordo. Nesta segunda-feira, 18, no programa Roda Viva, da TV Cultura, o presidente da Câmara classificou como “invenção” a relação que teria com o PCdoB. “O PCdoB construiu comigo um projeto fora da candidatura do chamado Centrão muito antes da CPI da UNE”, afirmou.


Maia e Maranhão estariam preocupados com a necessidade de apaziguar a Casa para votar as pautas de interesse do governo. Deputados do PCdoB e do PT consideraram a CPI destinada a investigar a União Nacional dos Estudantes um ato de “vingança” do ex-presidente Eduardo Cunha (PMDB-RJ). (Com o Ceará Agora)

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