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» » » O presidente da Petrobras, Pedro Parente, afirma que é contra a privatização da nossa maior estatal

O presidente da Petrobras indicado pelo governo interino, Pedro Parente, destacou em entrevista à Folha de S. Paulo que não deve haver "dogmas" em relação à venda de ativos da estatal e que estuda o controle compartilhado de algumas subsidiárias com o setor privado -- como a BR Distribuidora ou a Transpetro. A privatização da estatal de petróleo, contudo, "é dogma".  "Quero deixar claro que eu sou contra falar em privatização da Petrobras", frisou. 

"Não acho que a sociedade brasileira esteja madura para sequer discutir, isto sim é dogma, a privatização da Petrobras", apontou Pedro Parente.

Presidente da Petrobras informou que estatal estuda parcerias com "controle" ou "cocontrole"

Pedro Parente aproveitou para destacar que, apesar da última gestão ter conseguido lidar com questões como a ausência de um balanço financeiro, "ainda há problemas complicados", que podem ser sintetizados pelo nível de endividamento. De acordo com ele, depois da capitalização em 2010, a Petrobras tinha uma dívida de menos de uma vez sua geração de caixa, que saltou para quatro vezes quatro anos depois. 

"E [isso foi gasto] em projetos que depois se mostraram totalmente equivocados, desastrosos. Veja por exemplo o Comperj, no qual a empresa investiu US$ 13 bilhões, mas não obteve nenhum retorno", apontou Parente. que foi chefe da Casa Civil no governo FHC, de 1999 a 2003.

Controle ou cocontrole?
Pedro Parente informou que uma das questões que estão sendo estudadas na Petrobras é a realização de parcerias e se elas seriam feitas com controle ou cocontrole (controle compartilhado). "A gente é muito bem-sucedido em parcerias no upstream [exploração e produção], e nós achamos que faz sentido reproduzir esse modelo de parcerias em outras áreas da empresa. Mas não podemos esquecer questões estratégicas."

"A gente tem de estar no upstream e no downstream [refino e distribuição]. Mas não precisa estar com 100%. Não quero entrar em detalhes porque ainda trabalhamos no planejamento estratégico. Mas vemos valor nas parcerias", completou Pedro Parente, que buscou garantir que decisões seriam tomadas no sentido de preservar "interesses estratégicos". 

"Estamos falando em controle, na hipótese de a gente abrir a maior parte do controle, é com controle", acrescentou. De acordo com Parente, três propostas foram recebidas em relação à BR Distribuidora.

Este controle, procurou garantir, não seria referente à Petrobras como um todo. Para Pedro Parente, a sociedade não está "madura" para discutir a privatização da Petrobras. "Eu seria absolutamente contra que ela fosse fatiada. Quero deixar claro que eu sou contra falar em privatização da Petrobras."

Sobre a política de conteúdo nacional que vigorou nos últimos anos, Pedro Parente disse que é favorável à política, mas não a uma reserva de mercado. "Temos que ver aquilo que o país tem mais condições de produzir com competitividade."


Parente também ressaltou, sobre o modelo de concessão no pré-sal, que o modelo de partilha é o menos favorável para as empresas. 

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