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» » » » O ministro Alexandre de Moraes está asfaltando a carreira política com o sangue dos jovens assassinados

O carnaval em torno dos supostos terroristas que criavam galinhas seguiu essa linha. Mas, aí, com uma irresponsabilidade monumental. O estardalhaço em cima de um factoide não só ajudou a carregar mais nuvens sobre os céus das Olimpíadas, como a chamar a atenção dos malucos sobre a possibilidade de atentados terroristas no evento.
No auge dos sequestros em São Paulo, havia um pacto tácito com a imprensa para não fazer estardalhaço, pois inevitavelmente produziria um efeito-demonstração. Com atentados, o efeito é maior ainda, porque hoje em dia, na cabeça dos desajustados, as redes sociais provocam uma confusão entre o virtual e o real.
Não é o problema maior de Moraes.
Trata-se de um caso clássico do político sem princípios, que de adapta a qualquer circunstância.
Nos tempos de Saulo de Castro Abreu na Secretaria de Segurança de Alckmin, o Secretário de Justiça Moraes exercia uma espécie de contraponto mais racional. Com Gilberto Kassab na prefeitura de São Paulo, vestiu o figurino de gestor. De volta à Secretaria de Segurança de um governador linha-dura, sancionou todas as arbitrariedades da Polícia Militar. Conseguiu o feito de, no período de maiores denúncias de arbitrariedades da PM, registrar o menor número de punições.
Nas passeatas, agiu como polícia política, reprimindo as manifestações contra o impeachment, invadindo a sede de torcidas organizadas críticas do golpe, fechando as ruas que davam para o local de eventos fechados.
Provavelmente é a mais nefasta figura que surgiu no universo político nas últimas décadas. Não apenas por colocar permanentemente a carreira acima dos princípios e valores, mas por ter sido responsável pelo aumento expressivo de mortes na periferia.
Literalmente, está asfaltando a carreira política com o sangue dos jovens assassinados.

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