A força-tarefa da Operação Lava-Jato investiga a compra de um imóvel na Vila Clementino, zona sul de São Paulo, em junho de 2010, que supostamente seria utilizado para sediar o Instituto Lula, criado no ano seguinte.

Segundo matéria do jornal O Globo, a aquisição teria sido feita pela Odebrecht por meio da DAG Construtora, empresa que, também de acordo com a publicação, teria pago o jatinho que levou o ex-presidente Lula a Cuba, República Dominicana e Estados Unidos.

A reportagem afirma que a força-tarefa apreendeu documentos no sítio utilizado pela família de Lula em Atibaia, bem como na casa do petista, que comprovariam o conhecimento dele em relação à utilização do imóvel em benefício do Instituto.

A matéria menciona, no entanto, que o Instituo Lula não ficou com o imóvel pelo fato de os responsáveis pela compra terem descoberto pendências judiciais dos antigos proprietários.

Em nota, o Instituto Lula diz que desde que foi criado, em 2011, funciona no sobrado onde antes estava o Instituto Cidadania.

"O texto de O Globo a partir de vazamentos ilegais de agentes do estado repete uma ilação que já foi desmentida em outras ocasiões. Mais uma vez, querem impingir ao ex-presidente Lula uma acusação sem materialidade, um suposto favorecimento que nunca existiu, inventando uma sede que o Instituto Lula nunca teve, com o claro objetivo de difamar sua imagem. Ao longo desses 20 anos, o endereço e o compromisso do Instituto Lula com a democracia e a inclusão social permanecem os mesmos", diz o documento.