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» » » Como diz Elio Gaspari, colunista da Folha de São Paulo, no governo Temer os pobres só perdem enquanto que os ricos só ganham

Por Fernando Brito, do Tijolaço
Sabe aquela história de “não fale em crise, trabalhe”?
Parece que é só para os desgraçados que vão tem de trabalhar mais tempo para se aposentar, fazer plano de saúde furreco porque o SUS vai encolher… E que vai, no final da fila, pagar os novos impostos que vêm por aí, que vão, claro, incidir sobre a atividade econômica e não sobre o patrimônio.
Para os do “andar de cima”, como chama Elio Gaspari, as esperanças são das melhores (e boa parte delas confirmada na entrevista do próprio Temer à Folha.
Ele escreve, em sua coluna:
O governo de Michel Temer tem uma maneira própria de pedalar. Em menos de dois meses, abriu um novo horizonte para empresários que amarraram seus negócios às delícias da privataria.
As concessionárias de seis grandes aeroportos privatizados não querem pagar os aluguéis devidos à Viúva. Coisa de R$ 2,3 bilhões. Elas argumentam que não devem pagar porque sua sócia estatal, a Infraero, não vai honrar sua parte. A clientela, contudo, nunca deixou de pagar suas taxas.
Está numa gaveta do Planalto o texto da Medida Provisória que mima as concessionárias de rodovias estendendo-lhes o prazo das concessões que, em geral, caducam daqui a cinco anos. A prorrogação é o sonho de todos os concessionários. As empresas deveriam ter feito investimentos e melhorias nas estradas. Grosseiramente, 60% do que foi contratado continua no papel.
O mimo mais bonito poderá ser dado às operadoras de telefonia. Quando o tucanato fez sua privataria, os arrematadores das teles tomaram posse dos imóveis e das redes de infraestrutura que pertenciam à Viúva, obrigando-se a devolvê-los. Temer quer dar esse patrimônio de presente às empresas. A Anatel o avalia em R$ 17 bilhões e o Tribunal de Contas da União, com possível exagero, estima em R$ 105 bilhões.
A nova Lei das Estatais aprovada na Câmara permite que empresas da Viúva contratem obras e serviços de engenharia a partir apenas de um “anteprojeto de engenharia”. Essa ideia surgiu em 1998, na Petrobras, e se destinava a tornar mais ágeis as licitações e as obras. Produziu a Lava Jato.
Austeridade e moralidade, aqui, parecem ser como a lei: diferentes dependendo para quem se trata de aplicá-las.

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