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» » » » Até o Papa Francisco não tem passaporte diplomático, por que os pastores o querem tanto?

Por André Trigueiro, jornalista da Rede Globo, editor-chefe do Cidades e Soluções, professor de Jornalismo Ambiental da PUC/RJ, escritor e comentarista da CBN:

A farra dos passaportes diplomáticos entre certas lideranças religiosas (prefiro aqui não entrar em pormenores sobre quem são e quais denominações representam) me faz lembrar do maior divulgador da História da Doutrina Espírita que ainda cumpre uma extensa agenda de viagens no Brasil e no exterior.

Divaldo Pereira Franco já visitou 65 países (semana passada esteve em Porto Rico e seguirá amanhã para a Grécia) sempre realizando palestras (já foram mais de 13.000 conferências) no Brasil (em mais de 2.000 cidades) e no exterior.

Como médium, publicou 265 livros, com mais de 8 milhões de exemplares vendidos, onde se apresentam duzentos e onze Autores Espirituais. Todos os recursos auferidos com suas obras sustentam a Mansão do Caminho (que já tive a chance de conhecer de perto), que já assistiu com escolas, creches, cursos profissionalizantes, assistência médica e odontológica, etc.,mais de 35 mil crianças em Pau da Lima, uma das áreas mais pobres de Salvador.

Conhecido e respeitado por 3,8 milhões de espíritas e aproximadamente 30 milhões de “simpatizantes" da doutrina - fora admiradores de outras tradições ou sem nenhuma crença específica - ele até teria motivos para solicitar uma "ajudinha" do governo para não perder tanto tempo em filas, ter prioridade em bagagens, ser dispensado de vistos, entre outros privilégios.

Divaldo tem 89 anos, nunca pediu passaporte diplomático, nem jamais pensou em fazê-lo.

Padre Carlos Henrique (que assina @padreKarlos no Twitter) enviou há pouco a seguinte mensagem naquela rede social, depois de retuitar a chamada que fiz para este post no face sobre Divaldo: “o mesmo digo para papa Francisco que renovou o passaporte argentino de cidadão comum, mesmo sendo chefe de estado”.
Viva o Papa! Viva Divaldo! E todos os que não se reconhecem como dignos de privilégios e mordomias “em nome de Deus”.

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