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» » » A Lava Jato está investigando a relação entre Eduardo Cunha e o senador Ronaldo Caiado (DEM-GO)

Um pedido de aporte de R$ 600 milhões do Fi-FGTS para a empresa de energia eólica Rialma, pertencente a Emival Caiado, tem intrigado os procuradores da força-tarefa da Lava Jato, pois pode apontar para um relacionamento nada republicano entre o ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e o líder do DEM no Senado, Ronaldo Caiado (GO).

A usina pertence ao primo do senador ruralista e o FI-FGTS era controlado pelo hoje delator Fábio Cleto, então diretor da Caixa Econômica Federal responsável pela área e indicado por Cunha. Segundo o jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, a Lava Jato apreendeu documentos indicando o pagamento de propina para Cunha e Fabio Cleto por Emival Caiado.

O caso é suspeito já que dois delatores confessaram à Procuradoria-Geral da República que Cunha cobrava propina para liberar dinheiro do FI-FGTS para empresas e recebia os valores em contas até agora desconhecidas, na Suíça e em Israel. A revelação foi feita na delação premiada de Ricardo Pernambuco e Ricardo Pernambuco Júnior, da empreiteira Carioca Engenharia.

No pedido de afastamento de Cunha, o procurador-geral Rodrigo Janot já havia falado sobre o documento apreendido no Rio. É agenda de 2014 do lobista José Carlos Cordeiro Rocha, da 33 Consultoria Assessoria e Intermediação Imobiliária, trazia uma anotação na folha do dia 20 de março de 2014.Nela, havia a menção a R$ 600 milhões para Emival Caiado, com honorários de 3% do valor para Cunha e Cleto, além de um registro de pagamento mensal de R$ 20 mil.

Interrogado sobre o caso, Cleto afirmou não saber se havia ou não proximidade entre o deputado e o senador.Mas revelou ter informado Cunha, na época em que o Rialma pedia o aporte de R$ 600 milhões, sobre o caso e os nomes dos sócios. No entanto, disse não se lembrar se Cunha conhecia ou não Emival nem se sabia que ele era primo de Ronaldo Caiado.

Os procuradores perguntaram, em seguida, como o lobista José Carlos Cordeiro da Rocha poderia saber o valor de um pedido de aporte, que é sigiloso, antes da reunião do FI-FGTS.

Cleto disse que Cunha pode ter pedido propina aos sócios sem falar com ele.

Do 247

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