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» » » A farra do impeachment pode levar à quebra do Brasil com dívida de mais de 85% do PIB

O impeachment da presidente Dilma Rousseff pode quebrar a economia brasileira. Depois de um ano e meio de sabotagem no Congresso, liderada por Eduardo Cunha e pelas forças interessadas na deposição da presidente eleita, o Brasil agora arca com o custo das medidas do interino Michel Temer, que, para se manter no poder, abriu as torneiras dos cofres públicos.
De acordo com reportagem do Valor Econômico, no ritmo atual, a dívida interna brasileira chegará a 85% do PIB em 2018. "Boa parte do mercado ainda demonstra imensa boa vontade com a política fiscal do governo Temer, mas alguns analistas mostram desconforto com o tamanho dos déficits primários, além de manifestar dúvidas quanto a viabilidade da proposta que limita o crescimento dos gastos públicos. Para um respeitado economista do mercado, o problema fiscal do país é grave e ainda não está claro no horizonte se será equacionado", diz o texto.
"Ele diz que o déficit primário do ano que vem pode ficar em R$ 190 bilhões, o que superaria os R$ 170 bilhões estimados para este ano. Nas suas contas, o número não será inferior a R$ 110 bilhões, e um número mais realista é algo próximo de R$ 150 bilhões, considerando que o governo consegue receitas adicionais.  Com números dessa magnitude, a dívida bruta continuará a crescer de modo acelerado, chegando na casa de 85% do PIB em 2018. Em maio, ficou em 68,6% do PIB. No fim de 2013, o endividamento bruto equivalia a 51,7% do PIB", aponta.
"Se o governo Dilma aprovasse um déficit de R$ 170 bilhões, um pacote de alívio de R$ 50 bilhões para os Estados, reajuste para os servidores e não fizesse nenhuma medida de corte de curto prazo, o que estaria acontecendo no mercado neste momento? É simples: uma hecatombe”, observa ainda o economista.
Rombo de R$ 160 bilhões
Nas próximas horas, a equipe do ministro Henrique Meirelles deve anunciar o rombo de 2017. Para a colunista Tereza Cruvinel há uma evidente contradição entre o discurso de austeridade e a prática fisiológica que tem marcado o governo interino (leia aqui).
De acordo com reportagem da agência Reuters, será próximo a R$ 160 bilhões. Confira abaixo:
Déficit primário de 2017 deve ficar ao redor de R$160 bi, dizem fontes
 
Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, fala durante coletiva de imprensa no Palácio do Planalto, em Brasília
15/06/2016  REUTERS/Ueslei Marcelino
Por Lisandra Paraguassu e Alonso Soto
BRASÍLIA (Reuters) - O governo brasileiro deve fixar um déficit primário ao redor de 160 bilhões de reais para 2017, inferior ao rombo estimado para este ano, disseram à Reuters fontes governamentais nesta terça-feira, e duas delas acrescentaram que a projeção vai incluir aumento de tributo, possivelmente da Cide.
A previsão era que o déficit para o próximo ano fosse anunciado nesta terça-feira, mas devido a divergências dentro do governo sobre o tamanho do rombo, o anúncio foi adiado. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse que a meta será fechada até quinta-feira.
A líder do governo no Congresso, senadora Rose de Freitas (PMDB-ES), que se reuniu nesta terça-feira com membros da equipe econômica, disse que o déficit deve ficar entre 150 bilhões e 160 bilhões de reais, mas mais próximo de 160 bilhões de reais.
Outras três fontes ouvidas pela Reuters, próximas ao assunto, também confirmaram que o déficit deve ficar ao redor de 160 bilhões de reais. Mais cedo um membro da equipe econômica disse que o governo estava inclinado no momento a apoiar o déficit primário de 150 bilhões de reais.
De acordo com um assessor do presidente interino, Michel Temer vai apoiar a proposta por um déficit primário menor do que o deste ano, de 170,5 bilhões de reais, apesar da resistência de alguns membros de seu gabinete que querem um déficit maior para estimular a economia que vive a pior recessão em décadas.
"É uma decisão técnica, e uma decisão da equipe econômica", disse um assessor de Temer com conhecimento sobre o assunto. "Temer vai apoiar a decisão de Meirelles."
Segundo uma das fontes ouvidas pela Reuters, o aumento da Contribuição de Intervenção do Domínio Econômico (Cide) sobre os combustíveis está sendo cogitado porque pode ser feito por decreto, sem ter de passar pelo Congresso Nacional.
O presidente interino Michel Temer já defendeu mais de uma vez um reajuste da Cide, ainda quando vice-presidente, no lugar da recriação da CMPF, como proposto pela presidente afastada Dilma Rousseff.
Temer afirmou na véspera que não tem receio em tomar medidas impopulares para a retomada do crescimento do país, caso sejam necessárias, sem especificar quais poderiam ser essas medidas.
Mais cedo, Meirelles disse que o governo estava trabalhando na avaliação das receitas e que seria preciso analisar diversas variáveis, como o crescimento econômico, além de considerar privatizações e venda de ativos, para definir a meta.
O governo está calculando as possíveis receitas com a venda de hidrelétricas, estradas e campos de petróleo, entre outros ativos, disse uma das fonte que pediu anonimato, acrescentando que essas receitas podem chegar a 30 bilhões de reais.
Além da insistente queda na arrecadação, em meio à retração econômica, o governo enfrenta desafios com o crescimento de gastos obrigatórios, como da Previdência.
A meta fiscal para o próximo ano será estabelecida no projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Com a definição da meta fiscal ficando para quinta-feira, o Congresso Nacional deve votar LDO do próximo ano somente a partir de agosto, disse o líder do governo na Câmara dos Deputados, André Moura (PSC-SE). A intenção inicial do governo era votar a proposta até o dia 13 de julho.
(Reportagem adicional de Patricia Duarte)

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