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» » » Senadores receberam R$ 54 milhões em repasses originados em contratos da Transpetro com empreiteiras investigadas na Operação Lava Jato

Em delação premiada, o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado disse que o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), o senador Romero Jucá (PMDB-RR) e o presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG) receberam, juntos, um total de R$ 54 milhões em repasses originados em contratos da Transpetro com empreiteiras investigadas na Operação Lava Jato. Parte dos valores, segundo Machado, eram destinados sob a forma de doações oficiais de campanha, mas outra parte era fruto de atividades ilícitas descobertas pela Polícia Federal na Petrobras.
Renan Calheiros recebeu ao todo R$ 32 milhões, em propina, em dinheiro em espécie e doações oficiais, disse o delator, para quem os repasses ao presidente do Senado começaram entre 2004 e 2005. Já o senador Romero Jucá recebeu um total de R$ 21 milhões por meio de repasses periódicos e doações oficiais, disse Machado. Por sua vez, ainda segundo a delação, o senador Aécio Neves recebeu R$ 1 milhão ilicitamente na eleição de 1998, em um esquema que movimentou um total de R$ 7 milhões para tentar eleger pelo menos 50 deputados federais e viabilizar a candidatura do tucano para a presidência da Câmara, no ano de 2000. Em nota, o presidente do PSDB afirmou que as acusações são “falsas e covardes”. Leia abaixo a íntegra da resposta do senador.
O ex-presidente José Sarney também recebeu propina, segundo Machado. Ao todo foram desviados R$ 18,5 milhões de contratos para beneficiar Sarney.
Além dos senadores, Sérgio Machado disse que outros 19 políticos de seis partidos políticos (PMDB, PT, PP, DEM, PSDB e PSB) receberam propina via Transpetro. Os políticos procuravam Machado para pedir ajuda financeira para suas campanhas e ele, por sua vez, acionava empresas que tinham contrato com a Transpetro para realizar os repasses. O PMDB foi a sigla que mais se beneficiou do esquema: arrecadou R$ 100 milhões, segundo o delator.

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