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» » » Para o jornal The Wall Street Journal, Michel Temer está ligado a corrupção e propina


O jornal “The Wall Street Journal” repercutiu nesta quinta-feira (16) a notícia de que Michel Temer (PMDB) recebeu propina, segundo afirmou o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado em delação da Operação Lava Jato.

“Foi a primeira vez que Temer foi implicado diretamente na investigação por corrupção chamada Lava-Jato, que envolveu dezenas de políticos e empresários de alto escalão, incluindo lideres do partido de Temer, PMDB”, diz o texto.

A notícia lembra também que os primeiros 30 dias de Temer foram marcados por denúncias de corrupção, incluindo o ex-ministro da Transparência, que forçou membros de seu gabinete a deixar o cargo.

Relatos de pagamento de propina citam 40 vezes Michel Temer, enquanto a presidenta Dilma Rousseff (PT) não foi citada nenhuma vez.

Na delação premiada no âmbito da Lava Jato, Sérgio Machado e familiares ainda citam o ex-presidente José Sarney (PMDB) 52 vezes; o candidato derrotado à Presidência e senador Aécio Neves (PSDB), 40 vezes; e o ex-ministro golpista do Planejamento e senador Romero Jucá (PMDB) 43 vezes.

A delação da família Machado também cita o ex-presidente do PSDB e ex-senador Sérgio Guerra (PSDB-PE), morto em 2014; o senador José Agripino Maia (DEM-RN), investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF); e o deputado federal Felipe Maia (DEM-RN).


Movimentos pró-impeachment e corrupção
“Enquanto a corrupção assombra o Temer, caem as máscaras dos movimentos pró-impeachment” é o título do texto publicado pelo jornalista Glenn Greenwald também nesta quinta-feira. Ele noticia que, embora a imprensa tradicional apoie os movimentos que pediam o afastamento de Dilma, estão sendo reveladas ligações entre suas lideranças e a oposição ao PT.

“Embora a mídia dominante do país glorificasse incessantemente (e incitasse) estes protestos de figurino verde-e-amarelo como um movimento orgânico de cidadania, surgiram, recentemente, evidências de que os líderes dos protestos foram secretamente pagos e financiados por partidos da oposição”, escreveu.

Para o jornalista, não faltam motivos para acreditar que estes movimentos não estão interessados, de fato, no combate à corrupção, como alegam ser. Queriam tirar do poder um partido vencedor nas urnas.0

“Claramente, essas marchas não eram contra a corrupção, mas contra a democracia: conduzidas por pessoas cujas visões políticas são minoritárias e cujos políticos preferidos perdem quando as eleições determinam quem comanda o Brasil. E, como pretendido, o novo governo tenta agora impor uma agenda de austeridade e privatização que jamais seria ratificado se a população tivesse sua voz ouvida”.

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