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» » O Partido da República troca parlamentares na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para salvar Eduardo Cunha

A tropa de choque do presidente afastado da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) entrou em ação mais uma vez. Nessa terça-feira, sem fazer qualquer consulta ou comunicação aos seus deputados, o Partido da República resolveu substituir membros da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.
A decisão do partido para beneficiar o peemedebista na comissão troca os titulares Jorginho Mello (SC) e Paulo Freire (SP) – que passam a ser suplentes – e indica os deputados Laerte Bessa (DF) e Wellington Roberto (PB). Além disso, o PR desligou a suplente Clarissa Garotinho (RJ) e indicou o deputado João Carlos Bacelar (BA) para compor a lista dos suplentes.
O troca-troca provocou críticas de adversários de Cunha na CCJ, inclusive de Jorginho Mello. “Fui substituído sem consulta e sem informação”, reclamou o parlamentar.
Mello ganhou o apoio de outros parlamentares que colocaram sob suspeita a iniciativa do PR. “É um precedente muito grave”, disse Esperidião Amin (PP-SC) que afirmou ser uma medida inédita na comissão. “Cheira mal”, concluiu.
As substituições foram adotadas na CCJ à exemplo do que já aconteceu no Conselho de Ética, numa tentativa de livrar Cunha da perda de seu mandato parlamentar. Ele é acusado de ter mentido à CPI da Petrobras sobre contas secretas na Suíça, investigadas na Operação Lava Jato.
Trâmite de processos disciplinares
Manobra da tropa de choque tenta mudar na CCJ o trâmite de representações feitas pelo Conselho de Ética contra parlamentares. Para salvar Cunha, aliados armaram para que o parecer do relator no conselho vire projeto de Resolução ao chegar no plenário da Câmara, podendo receber emendas – que só podem ser apresentadas para diminuir a pena do deputado que sofre o processo disciplinar.
Ao perceberem que o parecer do deputado Arthur Lira (PP-AL), aliado fiel de Cunha, poderia ser rejeitado na CCJ, a tropa de choque resolveu trocar seus membros titulares por aqueles que votam a favor do presidente afastado da Câmara. 
Do Diário do Poder

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