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» » » Estudo mostra que de 1994 até 2016 a desvalorização do Real com relação ao dólar norte-americano foi de 7%

Um estudo divulgado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio) de São Paulo aponta que a verdadeira desvalorização do real frente ao dólar desde 1994, ano de lançamento da moeda brasileira, foi de apenas 7%.
De acordo com a entidade, o maior problema para o câmbio atual, em torno de US$ 1 para R$ 3,6, é a inflação acumulada no Brasil (440%) em 21 anos ser muito maior que a norte-americana no mesmo período (60%). Isso faria com que R$ 100 hoje equivalem a R$ 18,5 em 1994 e US$ 100 equivalem a 62,5 em 1994, quando havia paridade entre as moedas.
O cálculo desconta a inflação dos dois países, o que mostra o verdadeiro valor do real (US$ 1 = R$ 1,07) no mercado internacional e se torna um fator preocupante "no que diz respeito à competitividade das exportações brasileiras". Confira a íntegra da abordagem da Fecomércio-SP.
A inflação acumulada no Plano Real já atinge 440%, o que faz com que a nota de R$ 100,00, hoje, compre o equivalente ao que se comprava com R$ 18,5 em 1994. No mesmo período, a inflação norte-americana foi de cerca de 60%. Ou seja, uma nota de US$ 100,00 hoje equivale a pouco mais de US$ 62,5 da época.
A nota de R$ 100 comprava, no seu lançamento, uma nota de US$ 100,00 - paridade de 1 para 1. De lá para cá, enquanto a moeda brasileira se desvalorizou em 260% em termos nominais, a inflação do Brasil superou em 237,5% a norte-americana.
Assim, atualmente um dólar - descontados os efeitos da inflação em ambos países, e considerando uma cotação de R$ 3,60 por US$ 1 - vale, em termos reais, R$ 1,07. Ou seja, quase os mesmos R$ 1. Ao longo do tempo, portanto, o valor real de lançamento da moeda nacional em relação ao dólar se desvalorizou somente 7%.
Para a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), a desvalorização de apenas 7%, neste momento é uma notícia preocupante no que diz respeito à competitividade das exportações brasileiras frente ao dólar, dado que o ganho de produtividade do País nesse período foi menor do que o da economia americana e de outras economias emergentes. O dado também ajuda a entender a perda de espaço da indústria na economia nacional nos últimos anos. (Com o Diário do Poder)

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