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» » » » O partido do presidente em exercício não deu quórum para votação da meta fiscal

O governo tropeçou no primeiro estágio da tramitação da proposta que altera a meta fiscal de 2016. A Comissão de Orçamento do Congresso não conseguiu votar o projeto que autoriza o governo a fechar o ano com um déficit de R$ 170,5 bilhões em suas contas. Faltou um voto para atingir o quórum mínimo necessário. Líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira (CE) esteve na sala, mas saiu sem dar atenção ao drama do governo. Quer dizer, o partido do presidente interino Michel Temer deixou-o na mão.
Consumado o revés, o Planalto articula a votação do projeto diretamente no plenário do Congresso, o que não é usual. Auxiliares de Temer atribuem os ruídos a uma rusga que envenena as relações de dois caciques do PMDB: o presidente do Senado, Renan Calheiros, e o presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha. Renan não não suporta a ideia de ver a Comissão de Orçamento comandada pelo deputado Arthur Lira (PP-AL).
Além de ser soldado da tropa de Cunha, o presidente da Comissão de Orçamento é filho do senador Benedito de Lira (PP-AL), um adversário de Renan na política alagoana. Mais cedo, em reunião com os líderes partidários, no Planalto, Temer havia solicitado, o empenho de todos os partidos para aprovar ainda nesta terça-feira o projeto de revisão da meta fiscal. Eunício Oliveira, o líder do PMDB, não compareceu ao encontro do Planalto.
Líderes de legendas que se dispõem a auxiliar a recém-inaugurada gestão Temer estranharam a movimentação do PMDB. Avaliam que, antes de exigir fidelidade dos aliados, o Planalto precisa convencer o PMDB a suar o paletó. A nova oposição, capitaneada pelo PT, participou da reunião da Comissão de Orçamento com a faca entre os dentes.

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