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» » » O jornal Washington Post mostra que gravações de conversas comprometem muitos aliados do governo de Michel Temer

O jornal Washington Post publicou matéria nesta quinta-feira (26) sobre as conversas telefônicas gravadas entre dois aliados do presidente interino do Brasil, deixando o país em um clima de insegurança quanto ao impacto que estas revelações podem afetar o governo atual.
Segundo a reportagem, os áudios envolvem membros proeminentes do partido PMDB, do presidente Michel Temer, que assumiu o cargo após o Senado suspender a presidente Dilma Rousseff e iniciar um processo de impeachment contra ela.
O jornal diz que a primeira gravação tem o presidente do Senado, Renan Calheiros em uma conversa com um ex-senador, propondo interferir as investigações em torno do caso de corrupção da petrolífera estatal Petrobras. O segundo áudio revela o ex-presidente José Sarney prometendo ajudar o mesmo ex-senador a conter a investigação através de um esquema de suborno de bilhões de dólares envolvendo contratos da Petrobras. Na conversa, Sarney também diz que certas condições foram negociadas com a oposição para substituir Dilma por Temer, seu vice-presidente.
O Washington Post destaca que as transcrições e gravações de áudio das conversas, publicadas por um jornal, alimentam suspeitas generalizadas sobre os principais legisladores tentando abafar a investigação Petrobras. Os áudios também reforçam a teoria de que Dilma Rousseff foi retirada de seu cargo para solucionar o escândalo da Petrobras e não por suposta violação das regras orçamentais.
No primeiro áudio, Calheiros sugere mudanças legais para barrar o uso de transações penais com as pessoas que foram presas no caso Petrobras. Os promotores têm usado as chamadas "delações premiadas",  oferecendo sentenças mais leves para persuadir suspeitos de envolvimento como empresários e políticos de alto escalão, incluindo Calheiros.
O Supremo Tribunal Federal está considerando sete investigações contra Calheiros na sonda da Petrobras. Mesmo assim, na gravação, Calheiros diz que poderia "negociar" com os juízes a "transição" de Dilma Rousseff para Temer. 
Dilma Rousseff foi suspenso por um impeachment votação no Senado no início deste mês e Temer será presidente interino enquanto senadores levam o caso a julgamento no prazo de seis meses. Uma condenação removeria permanentemente Dilma e Temer seria o presidente até o final de 2018.
Sarney, que também é o pai do ministro do Meio Ambiente do Temer, disse em uma declaração que ele foi impulsionado pela "solidariedade" a Machado. "Lamento que conversas privadas se tornam públicas, pois podem ferir os outros", disse ele.
Sarney também disse que uma barganha por executivos da gigante empresa de construção Odebrecht é uma "metralhadora" contra políticos de todos os partidos políticos, incluindo Dilma Rousseff, finaliza o texto do Washington Post.

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